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Oh Benfica, procura-te, encontra-te, vai à bruxa, aliás...não vás à bruxa, Rui Vitória, há gente que tem de ir para o banco. Há jogadores que precisam de um apertão e serem colocados no banco. Não gosto de falar no Sporting CP, mas quando vejo o Bas Dost no banco e estamos a falar do melhor marcador do Sporting CP e aquele que na época transata foi o jogador mais influente, nas não só, Gélson Martins é outro exemplo em que foi para o banco.

Mas não é só isso... é preciso atitude, mas aquela atitude que o Sérgio Conceição vê numa equipa como o Porto que faz jogar e dá gosto ver jogar. Temos que lembrar que o actual treinador dos azuis e brancos é um dos ícones do clube da invicta, daí ter a correr no sangue, o gosto e o saber ser Porto. Aliás o Sérgio, faz lembrar o FC Porto de Mourinho de 2002/2003.

Mas porque já falei do Sporting e do Porto ? Porque jogam o dobro que o clube encarnado. Não precisamos de demonstrar que somos tetra campeões, mas temos de demonstrar que somos o Sport Lisboa e Benfica, o melhor clube de Portugal e um dos melhores do mundo.

Futebol é um jogo de confronto físico e vejo poucos a fazer o mínimo que se pede a um jogador em confronto com o outro, estamos a falar do 1 contra 1, ou seja, ir para cima do jogador que é uma das bases do futebol tanto antigo, como contemporâneo e .... vemos poucos jogadores a fazer isso, que permite em algumas das vezes ganhar uma falta ou então ganhar que mais adversários confrontem fazendo o famoso passe para o lado, mas ao fazermos o "passe para o lado", que é sim, bem feito quando há muita gente num só lado, virando o jogo, onde há menos adversários. Mas claro eu.... não sou o treinador, não sei o que acontece no balneário e também nos treinos do dia-a-dia.

As necessidades de colocar jogares no seu devido lugar, colocar a cabeça deles no lugar ainda mais direito é essencial e após esta paragem foi possivelmente a melhor coisa que o Benfica precisava, mas não é só isso que o Benfica precisa, ou precisará. Precisa sim ter um pouco mais de pé no chão e cabeça nas nuvens a sonhar. Há frases que definem o Benfica, como Paixão, Glorioso e Garra....Garra é a base para chegarmos onde devemos estar.

Não é só ganhar, é também saber ganhar, querer ganhar, demonstrar que suficiente não é suficiente e afirmarmos que o Sport Lisboa e Benfica é mais que um clube. Não é como foi no jogo da Taça de Portugal que segurámos o resultado por agulhas. É tomar conta do jogo, porque o Benfica é o melhor clube de Portugal e mostrar na Europa que não somos migalhas.

 
Esta semana jogou-se a Taça de Portugal, a festa ainda se mantêm em alguns locais. Mas mais importante do que isso, foi ver que com Bruno de Carvalho, o Sporting adoptou este equipamento como o equipamento da Taça, e isso me satisfaz, adoro as risquinhas, adoro os alternativos que vão criando, mas este, será sempre o meu equipamento de eleição e ver que se usa no festival da Taça, onde se honram os pequenos, médios e grandes com a presença deste equipamento que deslumbra e que tem nome, não é o equipamento Sporting só, é o Equipamento Stromp do Sporting. E a força que ele dá a quem o usa, é uma força de Esforço, Dedicação, Devoção e Gloria... Um lema eterno a quem ama este clube.
Podemos criar mil equipamentos, mas este será sempre o meu de eleição, e todos os Sportinguistas que conheço tem imenso apreço por este que foi o 1º equipamento oficial do Sporting. E a vantagem dele é que qualquer simbolo que o clube já teve, lhe assenta que nem uma luva.
Usando agora a força deste equipamento, esta semana foi uma semana de feição em todas as vertentes, tanto desportivas como humanas, mas o que fica de realçar e já foi falado aqui no blog, foi o que se passou entre Sporting e Benfica e a entre ajuda. O agradecimento que mostra que se pode ser amigo, mesmo sendo rival. Lembro que em Alvalade já o Helton, foi imensamente aplaudido, agora uma ajuda e um agradecimento. Continuemos assim e o fosso que se criou e as guerras, podem mesmo acabar. Um sonho, uma Utopia, mas irei contribuir para isso...
Hoje com este equipamento, apenas quero realçar a beleza que existe no desporto. Um Stromp que existe para quebrar barreiras, e que pode levar bem mais longe o mundo desportivo, queremos ser diferentes, queremos fazer a diferença, queremos ser o que mais ninguém é...


Hoje é um bom dia para falar do meu Sporting ou será que não se pode falar de clube, porque joga a Seleção? Temos adeptos que vem apenas o clube e não um todo, e aqueles que mesmo sendo de adversários, no dia da seleção, deixam de ter clube... Isso pode dizer se que é fanatismo ou não, mas a verdade é que cada um é livre de sentir o que mais quer... A imagem tem o propósito mesmo disso, pois este Senhor, vestia de Encarnado e já vibrava com ele e com o que fazia, agora veste as minhas cores e vibro da mesma forma, porque o seu máximo é representar Portugal e fá-lo muito bem...
Virando o bico ao prego e pegando no futebol, que é o que 85% das pessoas neste pais ligam, temos então um jogo onde jogam 11 jogadores de inicio, mais 3 substituições e quando é a seleção de todos nos, temos mesmo assim a clubite a funcionar, quando não ganhamos é porque a escolinha não funciona, ou quando ganhamos aquele era do clube x... Esqueçam isso, no futebol, na seleção, todos jogam pelas mesmas cores, as cores das Quinas, como somos conhecidos, neste momento até é pelo Eder que somos Heróis... Que curiosamente não era de nenhum dos 3 grandes, nem de um clube de fora, era mesmo do Braga... Hoje joga Portugal, sem Sporting, sem Benfica, sem Porto, jogam todos pelas Quinas ao peito...
Mas a Clubite nunca deixará de fazer parte de uma coleção rara de adeptos que acham que o seu, é melhor que todos. Mas isso pode sair caro, pois fazemos parte de uma geração que deveria percorrer a mudança para melhor e estamos a caminhar para um abismo social desportivo, que tentaremos por cobro aqui neste blog, queremos mudar o mundo, queremos fazer de Portugal, um exemplo no desporto...
Futebol, ou qualquer outro desporto, as guerras ficaram dentro de campo e fora, vamos todos beber uns copos e comer caracóis... Pelos desejos de mim, estaremos tentados a fazer a diferença. A ver vamos como dizia o ceguinho...
Agora é hora de despir as cores do clube, ver a seleção e gritar que somos Portugal, e claro, no final, dizer que se ganhou porque este era deste clube, e perdeu se porque aquele era daquele clube... Será isto no final que acontecerá, se as mentalidades Tugas não obtiverem as mudanças de um Mundo melhor...

 
 
Porque nós sonhamos e temos a cor verde como cor de sonho, e de quem nunca desiste, por isso se chama a cor da Esperança... Vivemos o que temos e ontem vivemos mais um sonho, não jogamos, não lutamos, mas no final, tivemos o resultado melhor que a exibição... E agora? Será que após tanto jogo sem vencer, vamos voltar a quebrar com as assistências em casa, ou continuaremos a lutar por um clube, uma identidade única, que nos faz ser diferente de todos os adeptos... Hoje não escrevo do jogo, pois tanto tempo sem forma de comunicar com vocês, fizeram me perder inícios de epocas e coisas assim, mas viver o clube da mesma forma, apenas mais escondido... Agora siga que o Mundo continua a ser redondo e continua a ter o Sol a nascer todos os dias...
O que poderemos ter aqui no futuro, apenas o que sempre tivemos, uma fabrica de talentos que tanto admiramos e que tanto já criou por esse mundo futebolístico fora... Somos os que mais barulho fazemos contra nós próprios, mas somos sempre felizes no final, sorrindo e abraçando cada um, só para podermos dizer, que somos verdes e do Sporting até ao fim...
Agora cresce o sonho de viver o que temos, o que podemos ser e o que podemos sonhar...
Poderíamos ser diferentes? Sim, poderíamos, mas acho que não teria a piada que tem, continuamos sem ganhar, no futebol, as no resto continuamos a vencer... E no futebol, temos mostrado que mesmo sem títulos, o amor continua a crescer...
Agora os adeptos estão como sempre estiveram, a viver o Sporting como sempre esteve, no coração... Reclamamos como nunca connosco proprios, mas vivemos sempre a identidade do Sporting como nunca se viveu, ou melhor, crescendo a cada dia que passa... Somos adeptos do nosso clube e só de nos importa, e por isso acho, que somos nós que vivemos e falamos mal de nós, como só nós sabemos... Somos adeptos incondicionais e somos adeptos de criticas e só não somos piores, porque nós gozamos com o nosso clube, falamos mal do nosso clube e dentro de portas temos sempre mais protestantes que apoiantes de quem lá está... Não temos cartilhas, não temos vivências de outros, mas temos um leão ao peito que nos anima e nos faz sorrir, Seja no Atletismo, Hóquei, Voleibol, Andebol, Futebol, Futsal, Rugby e claro o mais importante, nos adeptos entre si, somos sempre os maiores, mesmo quando somos mesmo e os outros não vêem...
Assim se pauta o meu regresso, uma saudação ao adepto e ao que somos...




Confesso que, apesar de ter dito aos meus bons amigos do RTreinador que escreveria ontem, contra o habitual optei por atrasar-me, pelo que desde já apresento-lhes as minhas desculpas por ter agido de um modo que tradicionalmente condeno: o do atraso!

Porém, quem poder-me-á levar a mal depois do que ontem sucedeu na Amoreira, em que o Vitória foi derrotado por três golos sem resposta, por um Estoril pouco mais do que mediano?

É verdade! A equipa do Rei, a preparar-se para o sorteio da fase de grupos da Liga Europa, foi derrotada copiosamente e demonstrou erros que toda a gente esperava que não existissem. Contudo, a verdade seja dita: esta equipa nada tem a ver com a da transacta temporada!

Desde logo, por não demonstrar a qualidade desequilibradora de alguns atletas que já cá não estão. Efectivamente, homens como Hernâni ou Marega já não moram no D.Afonso Henriques, desde o fatídico dia 26 de Maio, naquela tarde chuvosa em que se perdeu a Taça de Portugal. E, verdade seja dita, toda a gente sabia que iriam ser lacunas difíceis de suprir. Por o Vitória o ano passado ter alicerçado a sua base em atletas emprestados...por não haver dinheiro para os adquirir... por os mesmos terem outras ambições! Mas, isso, ainda, tornava mais obrigatório um escrutínio criterioso e atempado do mercado para suprir tais valiosas lacunas! E não ocorreu....

Depois a esperança em que, sem ir ao mercado, se poderia ter uma equipa competitiva, com soluções que eram suplentes o pretérito ano e outras que estavam a ganhar calo na equipa B. Como esperar que o suplente de Bruno Gaspar aportasse a mesma qualidade que o novo florentino? Como confiar, que pese embora a sua indiscutível qualidade, Hélder e Raphinha pudessem ter no jogo vitoriano as mesmas funções que o inventivo Hernâni ou o Panzer Marega? Por muito, que se possa esperar deles, a verdade é que no ano anterior um acabou a época a suplente e outro estava na Equipa B!

Porém, se  tal não funcionou como devia ser, a verdade é que o homem é um ser adaptável e Pedro Martins é pago para encontrar soluções! Ainda que a aposta e reforço da equipa tenha ficado aquém do expectável, a verdade é que não só por isso, mas também por isso, o Vitória tem de encontrar novas armas para surpreender os adversários. O treinador vitoriano é pago para, apesar dos meios de que dispõe, apresentar o seu conhecimento e argúcia táctica...ao invés de apostar sempre no mesmo tom, apesar dos dançarinos serem diferentes! Tal vislumbra-se no mesmo modelo de jogo sempre a apostar em abanões, em transições rápidas, em passes longos para as extremas, olvidando que há mil e uma maneiras de jogar futebol...

Guardo para o fim o vídeo-árbitro e Carlos Xistra, só para dizer o seguinte: aguarda-se, de modo paciente, a reacção e denúncia do Vitória a mais uma arbitragem que, apenas, teve como intuito derrotar a equipa do Rei. E, quando a VAR é usada com esse fim,  e só para esse fim (bastará lembrar as três grande penalidades escamoteadas) tudo estará dito, mas urgirá denunciar, para os arautos de uma verdade que só a eles interessa serem desmascarados e todos perceberem o logro que este sistema acarreta...Em três jogos, os Conquistadores foram escandalosamente prejudicados em dois, com o beneplácito do sistema audiovisual...

Como diria o outro, "denuncie-se e investigue-se"...



E cá estamos na época 2017/18, que começou para o Vitória com a derrota no jogo da Supertaça, em Aveiro.

Jogo esse, que poderia merecer várias considerações desde logo pelo logro que o Vídeo-árbitro demonstrou ser bem como em mais uma deplorável arbitragem de Soares Dias em desfavor do clube do Rei.

Mas, não pretenderei ir por aí, pois a época é longa e, neste momento, há ainda muito mais a ganhar do que a perder.

Porém, a preocupação na alma dos vitorianos começa a ser o sentimento dominante. Com efeito, escrevia em Abril e Maio deste ano, quando o quarto lugar na época transacta desenhava-se, que, apesar do mérito de tal conquista, urgia saber dar o passo em frente.

Esse passo era o óbvio: tendo o Vitória feito uma boa época, sendo, fruto disso, os seus atletas cobiçados e alguns dos mais importantes como Hernâni e Marega encontrando-se na condição de emprestados, urgia saber como dar o próximo passo... Aliás, uma das minhas crónicas chamava-se " O Próximo Passo" e procurava dar a opinião de como o Vitória deveria seguir em frente e consolidar o quarto lugar.

Porém, passaram mais de três meses e temo que o Vitória (mais uma vez!) tenha desperdiçado a hipótese de se colar aos três crónicos candidatos ao título, para voltar-se a emaranhar em lutas que não deveriam ser dele.

Com efeito, bastará analisar a equipa que subiu ao terreno no passado Sábado, no primeiro jogo oficial da época. Caras novas, apenas três: Marcos Valente, João Vigário e Hélder Ferreira... e novas, porque no pretérito exercício actuavam na equipa B e nem a um minuto tiveram direito na equipa principal. Reforços, esses, nem vê-los, sendo que, apenas, Estupiñan estava no banco de suplentes.

E tal, revestirá uma singularidade em noventa e cinco anos de história... nunca uma equipa do Vitória principiou o primeiro jogo oficial da temporada sem um reforço que gerasse entusiasmo e expectativas nos adeptos.

E tal abstinência de novas opções serviu para demonstrar que a "manta está curta"... que para uma equipa, neste momento, em quatro competições, até ao momento, houve um claro excesso de confiança, um "quase brincar com o fogo" na constituição da equipa. Infelizmente, em 2006 tivemos essa experiência: uma participação europeia, um plantel constituído de forma deficitária e um clímax final aterrador: a descida de divisão.

Não quero, contudo, agoirar tal facto... mas, a verdade é que até a este momento foi perdida uma fantástica oportunidade de se despoletar uma onda branca imparável e aterradora para os adversários. Bastava para isso, ter-se aproveitado o defeso para de forma inapelável suprir as lacunas que toda a gente sabe que o plantel tem (um defesa direito, um defesa central para suplente da dupla do ano transacto, um ou dois extremos, pelo menos) e assumir que sim...com os que já contávamos mais as novas caras íamos assumir, com argumentos, a luta pelo quarto lugar e se algum dos habituais estiver distraído queríamos esse lugar!

Ao invés, seguimos o caminho que trilhávamos há quatro anos quando também disputamos a Supertaça em Aveiro... uma equipa deficitária, com jovens a estrear-se (há quatro anos foram Tomané e Josué) e o único nome a dar alguma esperança a entrar na segunda parte ( tinha sido Maazou)... O resultado foi igual: desilusão no campo, goleada na bancada por parte dos intrépidos adeptos que mesmo a perder só pelo símbolo lá estão!

Porém, não obstante isto, quero acreditar que até 31 de Agosto ainda iremos recuperar o tempo perdido... apesar de Maio até hoje não termos preparado este troféu com os cuidados devidos, estou em crer que esta oportunidade não iremos perder... não poderemos perder, sob pena de voltarmos a passar nove anos com os rivais por cima ou a morder-nos os calcanhares...e a fantástica massa vitoriana não merece ter de conviver com esses papéis de subalternidade!


Como todas as épocas, nós dizemos, este ano e que é...
Como todos os anos, o sonho só acaba quando matematicamente se torna impossível de ser campeão...
E como todas as épocas, os outros olham para o futebol é nós para o Sporting no geral, e isso tem sido transformado em títulos, menos no tão almejado futebol...
Agora que fazemos equipamentos desenhados por adeptos, temos uma equipa que nos faz sonhar, um treinador que segue pelo terceiro ano no comando da equipa, é uma época experimental de VAR, vamos ver o que dá, tendo já a certeza, até ao fim, o título é possível. Uma época que ontem teve a sua apresentação, contra amigos de Itália, mostrou que temos jogadores, um campo, um líder, um presidente e milhões de adeptos a sorrir e a querer fazer a festa no final, no nosso estádio com o troféu conquistado no futebol, e em todas as outras modalidades, um sonho, possivel, claro, como alguém dizia, o homem sonha, a obra nasce...
Não vou falar de jogadores especialmente, porque um não ganha sozinho, mas o grupo faz a conquista. Vi sair jogadores que eram Sportinguistas, chegar outros que o são, uns saíram que nunca o foram e defenderam a camisola, outros que chegam, que nem sabiam o que era o Sporting. Tanto faz, o que importa é que defendam a camisola que vestem, só isso se pede e que deixem em campo tudo que os adeptos deixam nas bancadas a gritar por eles.
Volto a falar dos adeptos, porque acho que são enormes, na medida que no futebol, os títulos não são uma constante, mas continuam lá e a crescer, e isso mostra o que é sentir ser Sporting, e o que é ser Sportinguista.
Na apresentação, estádio cheio, com alma, cor e esperança, ou não fosse o verde a sua cor, uma equipa a aplaudir quem os via e no campo uma raça que se quer na época, onde não importa o brilho individual, mas a aura da equipa iluminada por anjos. Cor e alegria já temos nas bancadas, agora falta que no campo, tenhamos a mesma cor e alegria durante uma época constante de vitórias.
Porque nas outras modalidades, essas já não se podem pedir mais, títulos atrás de títulos têm surgido, logo, esses anjos já o são para nos adeptos. Estamos em época de experiências, épocas de inovação, épocas que o nosso presidente pedia, agora que já o tem, somos nós a pedir, presidente, queremos o título...
E para uma época de Mundial, irmos para o Mundial com Portugal campeão Europeu e o Sporting Clube de Portugal como campeão, era uma época maravilhosa e uma entrada de leão a matar nesse final de época...
Agora, resta nos sonhar, resta nos desejar o título, e no final, festejar pela conquista.



Acabada a época 2016/17, para o Vitória novos desafios avizinham-se...  Desafios esses bem mais difíceis que os da presente temporada.

Na verdade, após uma temporada de 2015/16 pautada pela desilusão, que principiou mal, logo em Agosto, naquela inexplicável eliminação europeia frente ao absolutamente incógnito Altach e que continuou com a chicotada psicológica sofrida por Armando Evangelista (talvez, o maior erro de casting da história recente vitoriana), e que o Sérgio Conceição não conseguiu reverter totalmente, difícil seria fazer pior na temporada que agora findou.

Mas, verdade seja dita... não, obstante esse limiar ter sido atingido, a verdade é que no defeso de 2016 houve critério apurado. Critério apurado na escolha do treinador (Pedro Martins dentro dos técnicos ao alcance do Vitória era dos mais capacitados), critério na escolha dos jogadores adquiridos (alguns deles apontados pelo treinador), critério na selecção dos atletas cedidos temporariamente (à excepção, talvez, de Bernard, mas esse a culpa será mesmo dele) e critério no perscrutar os jogadores que da equipa B poderiam ser úteis ao principal escalonamento (João Pedro, até Janeiro, e Konan serão os melhores exemplos disso).

Critério esse que em 2017/18 tem de ser ainda mais selectivo. Como sabemos, o Vitória irá entrar em cinco competições, com a primeira, que é a Supertaça Cândido Oliveira, a decorrer, já, a 05 de Agosto. Posteriormente, e de enfiada, principiará o Campeonato Nacional e a fase de grupos da Liga Europa, para mais à frente serem encetadas a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Obviamente, ninguém esperará que o Vitória entre para vencer todas as competições, especialmente a Liga Europa... aliás, salvo raras excepções não haverá qualquer clube que pretenda vencer todas as provas em que compete... nem mesmo o Real Madrid, que na cavalgada triunfal do presente ano, deixou para  trás a Taça do Rey.

Porém, a verdade é que os pergaminhos que o Vitória ostenta e a imensa paixão e devoção que os adeptos votam aos Conquistadores, a aliar à manutenção (pelo menos!) do estatuto almejado na época que agora findou, representam o grande desafio para a época que começará a ser preparada no mês de Julho.

E, verdade seja dita... atento à previsível revolução que o plantel terá de sofrer, fruto das saídas dos jogadores cedidos temporariamente e das vendas de atletas como Bruno Gaspar ou Josué, a verdade é que 2017/18 merecerá todos os cuidados!

Todos os cuidados, pois, substituir estes atletas, que eram o núcleo duro da equipa há três anos, vai requerer muita parcimónia e cuidado...todos os cuidados pois, apesar do quarto lugar, o futuro do clube foi projectado a curto prazo! Olvidou-se que, na época seguinte, a espinha dorsal seria fortemente coarctada e abalada... não se cuidou de garantir, que após uma temporada de êxito, a transição fosse serena e o menos dolorosa possível.

Com estas palavras não pretendo ser profeta da desgraça...anseio, profundamente, que a próxima temporada tenha ainda mais êxito do que a anterior...porém, o desafio para a manutenção do estatuto vitoriano ou até o seu reforço vai requerer o dobro do trabalho...esperemos, que quem manda, esteja à altura do desafio!




No final da temporada futebolística, o Vitória foi derrotado pelo Benfica por duas bolas a uma, numa derrota amarga, como todos os desaires são, mas saiu de cabeça bem erguida!

Saiu de cabeça erguida, pois conseguiu jogar olhos nos olhos com o campeão nacional que duas semanas antes o houvera goleado por cinco golos sem resposta. Aliás, na primeira metade, as melhores oportunidades foram dos Conquistadores, que fruto da surpreendente inclusão de Raphinha na ala esquerda aliado ao deslocamento de Marega para a zona dianteira central conduziu ao desnorte do último reduto benfiquista!

Saiu de cabeça erguida, pois a reacção a seguir ao vendaval benfiquista que conduziu a dois golos de rajada, demonstrou a força de uma equipa que deu tudo para vencer...que, como qualquer adepto desejaria, lutou até à última gota de suor, procurando vencer todas as adversidades...

Saiu de cabeça erguida, pois em três substituições, Pedro Martins ter sido obrigado a gastar duas, fruto das lesões de Hurtado e Hernâni (dois dos elementos mais influentes da manobra ofensiva da equipa), derreteria qualquer estratégia....no Vitória tal só serviu para os que ficaram cerrarem os dentes e lutarem como se não existisse amanhã...

Saiu de cabeça erguida, porque no esgar e semblante dos jogadores, no final do jogo, havia dor. Olhava nos olhos de Miguel Silva, Bruno Gaspar, Josué, Marega e todos os outros e sentia-se o quanto eles queriam dar aquela vitória aos vitorianos... a prenda por uma época excelente em que a equipa jamais caminhou só! Agradecer a invasão ao Bessa em dia de dilúvio próprio  da arca de Noé, a invasão à Covilhã, a um dia de semana, com temperaturas glaciares, ou a Chaves, em tronco nú e num jogo que faria de qualquer cardiologista rico...

E tal, leva-nos a outro factor que fez os vitorianos e o Vitória saírem de cabeças erguidas, vencedores da Taça de Portugal, ainda que o troféu, infelizmente, não tenha vindo para o Museu Edmur Ribeiro.

O espectáculo inolvidável de quinze mil adeptos, ou seja 10% da cidade, merece ser recordado por muitos e bons anos... perante uma intempérie de uma inclemência atroz, os vitorianos dos mais novos aos mais velhos deram uma verdadeira lição de amor ao clube! Cantando, dançando, improvisando como naquele fantástico canto que não saiu da cabeça de ninguém a dizer que "para nós a chuva é Sol", ou reforçando o grande slogan deste final de época que afirma que "sei que dói mas é lindo", a mancha branca foi de longe a grande vencedora da tarde.

Na verdade, em golos o Vitória perdeu... mas, quem tem coragem - fora os invejosos que sonham com o clube do Rei a todos os momentos - de dizer que mesmo perdendo ganhou? Ganhou o respeito de um país tolhido a três cores e em que a maioria dos adeptos gostam dos clubes porque ganham! Qual deles teria coragem, no fim do jogo, no êxtase da tristeza e no clímax da dor, de fazer pela última vez aquele ritual de comunhão, em que adeptos e jogadores trocam aplausos? Um momento que é de festejo tornou-se num irrepetível compartilhar da dor, pois ela latejava de modo igual em quem estava dentro e fora do relvado!

E assim, fica a vontade de regressar o mais rapidamente possível...o desejar voltar a lutar por um troféu.. mas, a verdade é que o Vitória perdendo, mostrou que o futuro tem de ser dele...assim, aqueles jogadores e os maravilhosos adeptos o merecem!


Benfica e Vitória disputam este Domingo no Jamor pelas 17h.15, a prova rainha do futebol luso, troféu desejado por todos os Clubes, mas onde só um, o pode levantar na Tribuna de Honra.

Frente a frente, indiscutivelmente duas das melhores Equipas Portuguesas da atualidade.

De um lado o atual Campeão, e que almeja a dobradinha, do outro, uma formação que logrou o quarto posto (lugar que lhe fugia há 14 anos),e que pretende reviver a inédita conquista alcançada em 2013.

Espera-se portanto um belo jogo de futebol no mítico palco nacional( terá lotação esgotada).

Analisando taticamente ambas as formações, podemos começar pelo Benfica de Rui Vitória, um conjunto que se organiza num 1x4x4x2, e onde mostra muita argúcia na sua organização - identidade.
Uma Equipa com um jogo interior veemente, que sabe quando tem de acelerar e de pausar (Pizzi e Jonas dois jogadores com enorme qualidade em zonas de criação).

De seguida, algumas imagens onde se visualiza a capacidade e o manancial de soluções que o Benfica coloca no seu processo;

- Jonas sempre a dar-se ao jogo (cerebral, a baixar e a ligar).Jogador de altíssimo nível.



- Equipa a procurar o seu forte jogo interior (Pizzi pronto a assumir, e Salvio a ir dentro também, de forma a poder abrir espaço para a profundidade de Semedo).



- Lindelof assume construção desde trás (quebra linhas com muita facilidade),Grimaldo atrai dentro, Jonas entrelinhas pronto a receber (Gimenéz mais forte em apoio frontal).



- Lindelof novamente a progredir, Pizzi e Jonas a ofertar linhas de passe, e Grimaldo a fixar em zona central.



- Jonas, Jiménez e Cervi por dentro, e nas costas da zona intermédia do adversário (Benfica a “chamar”pressão,para posteriormente ter muito espaço entrelinhas).



- Aqui Salvio, Jiménez e Jonas por dentro, e Semedo a dar largura na direita.




Já o Vitória de Pedro Martins (1x4x2x3x1-1x4x4x2 em organização defensiva), foi das Equipas mais agressivas na exploração de rápidas transições ofensivas ( Hernâni e Marega como figuras neste momento de jogo), o que lhe valeu 12 triunfos fora de portas (contabilizando jogos da Taça de Portugal).
Uma Equipa com um jogo exterior bem capacitado (ainda que a Equipa procure de forma incessante criar por fora), o que não traz imprevisibilidade ao seu jogo.

O Vitória por exemplo relativamente ao jogo frente ao Benfica para a Liga há 15 dias, precisa claramente de ser mais organizado ( desorganizou-se de forma célere, e foi muito passivo na disputa da bola, e pouco reativo à perda da mesma).

Pedro Martins deverá retificar ao nível do sistema tático ( é expectável que reforce a zona intermédia, de forma a dar mais compactez ao miolo, e que possa neste contexto combater o forte jogo interior encarnado), e pode por isso fazer entrar Celis (mais agressivo na disputa do esférico e capaz de "bloquear" Pizzi numa segunda fase de construção do jogo do Benfica), ou mesmo Tozé (pode ser a surpresa no 11), passando Hurtado para a faixa esquerda do ataque (com liberdade para ir a zona central e ser o 4º médio), e Marega jogue como referência na frente ( na procura da profundidade).
Se Teixera continuar de inicio na frente de ataque, o Vitória terá que reajustar o seu posicionamento sem bola (é contraproducente expor em demasia o duplo pivô defensivo a ter que jogar a toda a largura da zona nevrálgica, pois muitas vezes vão na cobertura nas faixas, é que Hernâni principalmente baixa pouco no apoio a B.Gaspar).

O Vitória pode por exemplo,"rever-se" em grande parte, na boa organizacão que o Estoril apresentou na Luz ( dos jogos onde o SLB, mais dificuldades teve na época prestes a findar).

Alguns exemplos:

- Fulcral encaixar e impedir o início de construção do jogo benfiquista (Lindelof e Pizzi)



-Pizzi e Fejsa “bloqueados”, Benfica com dificuldades em organizar (sem solução obriga a jogar atrás e reiniciar).



- Saída a 3, Pizzi muito bem vigiado (e assim dificuldades para transportar bola para o último terço do terreno).



- Se há oportunidade de explorar a profundidade o Vitoria deve faze-lo (Benfica por vezes com a linha mal articulada, e com mau controlo), até porque tem velocistas na frente.



- Vitória na Luz, teve condições para o executar, faltou critério no último passe.




-Aproveitar alguns momentos onde o Benfica está com a equipa partida (neste momento o Vitória pode causar mossa).



- Procurar mais o jogo interior, e não só criar por fora, (aqui Konan jogou logo na área, com o Benfica em superioridade 3x2).


- Bongani um médio com visão periférica e qualidade de passe (tem que ser mais solicitado por dentro), pode ser pelos pés do sul-africano que os branquinhos podem ganhar clarividência na zona intermédia.




Os dados estão lançados, que o excelente espírito de confraternização no pré jogo que impera no Jamor esteja presente, e que no relvado seja um grande jogo de futebol.
Jogos de Taça são sempre diferenciados (Benfica parte com ascendente, mas o Vitória joga bem e apoiados pelo fantástico 12º jogador, tem uma palavra a dizer).
Ao final da tarde se visualizará, se o Benfica almeja a 26ª Taça, ou se o Vitória volta a tocar o céu, e conquista a sua 2ª Taça de Portugal!



A época em matéria de campeonato terminou....

Com um quarto lugar conquistado, o que será o lugar normal para um Vitória normal, importa desde já começar a pensar no próximo domingo... o dia da final da Taça de Portugal, frente ao Benfica.

E, atento o que se vislumbrou no passado Sábado, é de acreditar que a equipa irá apresentar-se com outra vontade, outra raça e outra alma... pois, sabendo que os valores individuais do adversário serão superiores aos nossos, será importante equilibrar os pratos da balança com outras qualidades em que teremos de ser insuperáveis... e os cerca de quinze mil vitorianos nas bancadas merecerão tal atitude!

Atitude essa que, inexplicavelmente, desde o penúltimo desafio com o Arouca, regrediu. A equipa pareceu ter assumido que o quarto posto da tabela estava alcançado e concentrou todas as baterias para o jogo que pode trazer mais um troféu, mas olvidando que urgia justificar o bom lugar classificativo com uma última imagem consentânea com a qualificação para a fase de grupos da Liga Europa.

Ontem, frente ao Feirense, mesmo com uma segunda versão da equipa base, com onze alterações relativamente à equipa base, exigia-se mais!Exigia-se que a equipa quisesse vencer... corresse com a vontade de querer agradar aos cerca de vinte mil adeptos que quiseram despedir-se da equipa e tributar-lhe um último aceno de confiança antes do jogo da época...Porém, nada disso aconteceu! O Vitória despediu-se com uma derrota, com uma postura em que as segundas linhas demonstraram não ter capacidade para estar ao nível das primeiras opções e que fizeram por justificar a razão de algum toque monocórdico, por parte de Pedro Martins, na hora de mexer na equipa... são estas as soluções da equipa e demonstram que o onze, em dia sim, nunca ofereceu dúvidas ao treinador qual teria de ser!

Todavia, pese embora todos estes factos, é momento de pensar no futuro, ainda que próximo! Para a futura temporada haverá, certamente, tempo para falar, pelo que agora o que importa é tratar do Jamor. Chegar ao vetusto, algo decrépito, mas mágico estádio, com o desejo de honrar a camisola do Vitória e a cidade de Guimarães! Ter a certeza que os atletas absorvem a mensagem de terem uma cidade a apoiar, que os que estão na bancada são um décimo dos que sofrerão no nosso Toural, nos cafés da cidade, nas igrejas a rezar, em casa... e por eles, ir até à última gota de suor, ao último sprint, ao último salto... tanta paixão, tanta devoção, tanta dedicação por parte da melhor massa associativa do mundo merece isso!!! E se a derrota suceder (numa final há que estar preparado para tudo) que os atletas vitorianos sejam merecedores do reconhecimento de tudo terem feito e tentado que esta não tivesse ocorrido...

Esperemos que assim ocorra, mas que essa atitude seja o primeiro passo para que Guimarães, na madrugada de 29 de Maio, esteja na rua para não dormir...e que na manhã seguinte, como sucedeu há quatro anos, tudo esteja fechado! Era o melhor dos sinais...

Agora mudando de assunto, quando em Fevereiro comecei a escrever nesta página, a convite dos meus caros Tiago Jerónimo e Ricardo Cardoso, e após indicação desse grande vitoriano que é o Carlos Ribeiro, sabia que iria encetar uma aventura em que iria tornar público o meu modo de ser e pensar o Vitória.

Deste modo, neste momento, que a época termina, importa dizer que esta aventura valeu a pena... sei que o Vitória gera paixões e que por isso, além de consensos, cria dissensos. Sabia, também, que fruto da minha maneira de ser nunca iria ser politicamente correcto... que daria a minha opinião e que a mesma não seria merecedora do acordo de todos! E ainda bem que assim tem sido!!!!

Porém, nunca, tendo a oportunidade, deixaria de falar do Vitória... de dizer o que me vai na alma sobre este clube especial e que ocupa os nossos pensamentos todos os dias!!

Agora que, como disse, a  temporada finda, apenas tenho uma certeza... continuarei a andar por aí (ou até por aqui) sempre disposto a falar, acompanhar e escrever sobre o clube do Rei! Terei sempre a minha opinião independente e fruto do meu pensamento... sempre assim foi e sempre assim será!!! E farei tudo o que for possível para ajudar o meu clube a ganhar.... mesmo que para isso tenha de dizer tudo o que me vai na alma...o que até se justifica por o Vitória ser um estado absoluto de exaltação, amor e paixão!

P.S.Pese o discurso cauteloso, acredito que podemos e VAMOS ganhar no Jamor...Assim seja!!




Confesso que esta será, talvez, a crónica mais complicada desde que passei a colaborar com o RTreinador...

Tal sentimento de dificuldade deve-se ao facto de o Vitória ter contrariado, em tudo, o que escrevi no anterior texto em que me demonstrava deveras crítico ao modo como a imprensa olhava para o papel do Vitória no desafio que iria disputar com o Benfica e que poderia dar (como deu) aos lisboetas o título nacional.

Evidentemente, que quando duas equipas sobem ao tapete verde existem três resultados possíveis... e para um vencer outro terá que perder, e La Palisse não desdenharia dizer melhor!

Mas, e desculpem-me o calão, que diabo!!! Nem nos piores pesadelos de um vitoriano pensaríamos num final de tarde de tal modo negro, tormentoso e, porque não dizê-lo, humilhante. Efectivamente, a nossa condição de vitorianos desde cedo nos preparou para o sofrimento...formatou-nos para momentos em que o coração se torna pequeno e a bater descompassadamente e de modo apressado... mas, mesmo assim tentamos encontrar justificações para as débacles que assistimos!

Porém, ontem é difícil arranjar justificações... Pedro Martins jogou com a equipa titular e, como nos habituou, usou o habitual discurso ambicioso e que tão bons resultados tem dado. Mas, o problema foi passar da generosidade das palavras para a proficuidade dos actos.

Tal, não existiu!!! O Vitória desde cedo pareceu sofrer do denominado, um dia por Valdano citando Garcia Marquez, "medo cénico"... uma equipa aturdida pelo ambiente gerado nas bancadas e cujo ar aterrorizado a tornou macia, dócil, atarantada e uma sombra do que tem sido durante todo o campeonato.

Na verdade, além dos adjectivos qualificativos utilizados, existiu ainda uma preocupante descompressão. Se na transacta semana, no desafio com o Arouca, a equipa tinha sido pouco intensa e macia, sendo que o golo de Marega fez olvidar as deficiências apresentadas, a verdade é que, já se sabia, que estaríamos perante um adversário que iria jogar a época... os seus objectivos! Mas, verdade seja dita, se era assim para o Benfica porque para o Vitória não poderia ser?

E essa é a grande inquietação...a mentalidade que grassa nos muros vitorianos... nem no passado domingo e muito menos ontem eram jogos de férias. O quarto lugar é bom mas um bocado mais de crença teria levado ao terceiro e à pré eliminatória da Liga dos Campeões. Ainda, ontem, esse haveria de ser encarado como o objectivo, como o Sporting demonstrou ao perder contra o Feirense!

Exigia-se, pois, que a descompressão não tomasse conta dos Conquistadores... exigia-se essa atitude de querer mais... de lutar por mais, ainda que na altura fosse improvável, mas como se viu tornar-se possível...

Não se pense, contudo, que tais funestos noventa minutos podem comprometer uma boa época! Não se queira destruir o que de bom foi feito! Além disso há que ser positivos e acreditar que no dia 28 de Maio será diferente. Acreditar que Pedro Martins tenha detectado todos os erros cometidos!Acreditar que o meio campo vai voltar  a ter a técnica e a raça já apresentadas! Acreditar que Pedro Henrique e Josué tiveram um dia mau, como toca-nos a todos! E acreditar que os homens da frente vão voltar a fazer miséria... 

E se assim for tudo será possível... mas, se da dura lição de ontem nada se retirar, infelizmente teremos sérios problemas... que estas duas semanas sejam proveitosas na resolução dos (muitos) lapsos ontem apresentados...

Sentimento Braguista

A caixinha mágica

Já não passamos sem ela. Desde que invadiu as nossas vidas, ficámos reféns da luz que emana, do som que nos envolve, dos conteúdos que titilam na nossa mente.
O futebol já existia muito antes de aquela ter surgido. No entanto, cedo se percebeu que o desporto-rei não conseguiria resistir aos seus encantos, sendo a sua própria ascensão decorrente da grande difusão que as transmissões televisivas proporcionaram, ao incorporá-lo nas suas grelhas.
Hodiernamente, há quem defenda que a televisão afasta o público dos estádios, por apelar ao conforto ocioso do lar; outros, porém, encontram nela a possibilidade de assistir a um infindável número de desafios, sem os custos inerentes a essa visualização ‘in loco’.
Se, outrora, as incidências de uma partida ficavam circunscritas ao restrito público que a assistia presencialmente, atualmente isso já não sucede. As jogadas e as decisões dos juízes são escalpelizadas ao mais ínfimo pormenor. Os resultados menos conseguidos são, grande parte das vezes, justificados com as falhas de quem arbitra. Para tal, contribuem decisivamente os dirigentes e fazedores de opinião que, com os seus discursos facciosos, nos inundam de sapientes teorias, capazes de provocarem uma autêntica revolução nos nossos conhecimentos pré-adquiridos em áreas como as da Física, da Psicologia ou da própria Oftalmologia…
               Visivelmente condicionados por todo este ambiente intimidatório, os juízes, na maior parte dos casos, consciente ou inconscientemente, acabam por decidir maioritariamente a favor de quem os avalia, de quem os (des)promove, ou de quem poderá mais imediatamente denegrir a sua competência na praça pública. Agradadas, igualmente, com a manutenção deste “status quo”, as instâncias superiores resistiram em adaptar os desportos que tutelam à caixinha mágica e à utilização desta enquanto meio auxiliar de regulação.
A nova época futebolística em Portugal (pioneiro na Europa, a par com a Holanda, quanto à aplicação deste recurso) trará consigo o desafio de perceber até que ponto o vídeo-árbitro será uma mais-valia na justiça das decisões tomadas e, consequentemente, na verdade desportiva do resultado final.
Para já, o vídeo-árbitro auxiliará o juiz da partida na validação de golos, nos casos de penálti, na amostragem de cartões vermelhos, nas expulsões e na identificação de infrações disciplinares que possam não ter sido detetadas durante o jogo. A qualquer momento, o árbitro pode solicitar o apoio do vídeo-árbitro, ou consultar as imagens dos lances, através de monitores colocados no lado oposto ao do banco dos suplentes. A indicação do vídeo-árbitro não se irá sobrepor à do árbitro, cabendo sempre a decisão final a este último. O sistema irá recorrer às mesmas câmaras que serão usadas na transmissão televisiva dos jogos, o que, se bem analisarmos, indicia, desde já, nova discrepância entre os jogos ‘grandes’ e os jogos ‘menores’…
Logo à partida, penso ser importante alertar os espectadores para a falibilidade de muitas decisões, pois a decisão humana será sempre subjetiva e suscetível de entendimentos adversos. Todavia, na minha opinião, um passo importante foi dado, para a paulatina credibilização de um desporto que se vê, não raras vezes, envolvido em episódios menos lícitos, que tendem a polvilhar de desconfiança as vitórias alcançadas por este ou aquele clube.
Talvez, num futuro não muito distante, se estenda ao futebol algo similar ao que se pretende instituir no atletismo, isto é, que somente sejam considerados como válidos os feitos dos clubes em que, nos seus jogos, tenham sido utilizados os recursos tecnológicos acima referidos.
Previsivelmente, o Sporting Clube de Braga aplaudiu a decisão da introdução desta tecnologia. Talvez, daqui em diante, possamos realmente encarar a vitória no campeonato como uma luz ao fundo do túnel…

foto@ Marco Jacobeu

No seguimento do artigo passado, em que aludia ao facto de os vitorianos gostarem de respeito, apetece-me gritar que nem de propósito que escrevi tais linhas...

Com efeito, por desígnios de resultados  de sorteio, o Vitória vai enfrentar o Benfica, num jogo em que os lisboetas poderão sagrar-se campeões nacionais. E, tal, como é óbvio tem despontado entre os seus adeptos uma enorme expectativa por um inédito tetracampeonato, o que é, obviamente, compreensível.

Incompreensível, e até inconcebível, será o tratamento noticioso que o jogo, até ao momento, está a merecer... digno de um país de terceiro mundo, de um país que admira as assimetrias, que não respeita todos os seus...

Na verdade, têm sido absolutamente escabrosas, para não chamar pior, as manchetes da imprensa desportiva, desde Domingo... roçando a boçalidade, a falta de respeito para o clube que vai disputar um desafio com toda a dignidade e profissionalismo e que não merece ser enredado no lodaçal que se tornaram as televisões e jornais portugueses.

Atentemos: esquecem-se que o Vitória é quarto classificado... esquecem-se que o Vitória vai em dez jogos sem perder... esquecem-se que venceu os seus últimos sete desafios...esquecem-se que é finalista da Taça de Portugal em que, atendendo a estas manchetes, já perdeu por decreto com o oponente de Sábado... esquecem-se que é a equipa com mais pontos realizados fora de casa, em igualdade com o "bem amado" Benfica... esquecem-se que Marega é dos melhores marcadores do campeonato...esquecem-se que o estádio não vai estar completamente vermelho, pois uma enorme mancha branca estará enjaulada, como se isso fosse tratamento dado a pessoas... e esquecem-se que, ainda, temos objectivos: como a bola é redonda, até ao presente momento, o terceiro lugar ainda é possível...

Mas, isso não interessa rigorosamente alguma coisa... interessa saber que o Marquês está reservado... os caminhos para lá chegar... que o Matias Damásio, e outros popularuchos abrilhantarão a festa... que o tetra vai chegar a 13 de Maio (como se isso fosse o terceiro segredo de Fátima)... que o papa estará em Portugal a, dizem eles, abençoar a conquista...as palavras que Rui Vitória sussurrou ao ouvido de Jimenez... ou a marca dos pneus do autocarro deste clube, entre outras coisas interessantes!

Porém, o que realmente interessava a imprensa portuguesa renega: tratar todos por igual, respeitando da mesma forma ambos os contendores. Para isso, bastaria ter na secretária um livrinho chamado código deontológico da imprensa... 

Numa semana com esta era capaz de dar jeito, digo eu...

P.S. Pedro Martins terá a prelecção aos Imparáveis Conquistadores facilitada...bastará afixar nas paredes estes dejectos mentais sobre a forma de letras, que atendendo ao carácter e à estirpe dos seus atletas, objectivo será fazer muita gente engolir todas as desconsiderações!!



Nestas crónicas, como aliás devemos ser na vida, tenho procurado demonstrar que é possível ver, analisar e comentar os momentos vitorianos com alguma tranquilidade e equilíbrio, ainda com a óbvia paixão que o Vitória desperta em mim e em todos os demais vitorianos.

Fruto dessa paixão, há momentos em que o sangue ferve e o velho ditado de "quem não se sente não é filho de boa gente" faz sentido...e em Guimarães, os progenitores, até à presente data, podem ser rotulados com boa fama, pois os vitorianos e vimaranenses sentem-se!

E sentem-se, de há uns tempos para cá, desde quando o quarto lugar que o Vitória agarrou, e ao que parece será para manter até final do campeonato, se tornou uma realidade e em igual razão principiou uma guerra sem quartel ao Vitória, discriminando-o, maltratando-o e desrespeitando-o.

Começou, logo, no Domingo de Páscoa...a SIC Notícias, ao avançar com a tabela classificava da prova, saltava do terceiro para o quinto posto, olvidando que há um quarto classificado na competição... quarto classificado que, para uma imprensa bicéfala entre os três do costume e os outros, é o campeão do campeonato à parte e que, para eles, não interessa!

Pois bem... apesar de não interessar, esse foi o primeiro passo!

Depois, a BolaTV repetiu a gracinha e decalcou a classificação do canal informativo de Balsemão e atirou com o Vitória borda fora do campeonato.

Pese embora, os reparos e protestos dos vitorianos o cenário manteve-se!

Na, já citada, SIC Notícias, a inefável Liga da Verdade, do discricionário, Rui Santos, continuou a considerar os pontos em que os três habituais e o Braga (que já estava em quinto e longe do quarto) foram prejudicados. Perante os protestos dos telespectadores vitorianos, em resposta, limitaram-se a dizer que assim é, porque o Braga o ano transacto acabou o campeonato no quarto lugar! Uma desculpa esfarrapada, pois gostaríamos de ver se, por exemplo, o Sporting acabasse o campeonato em sétimo lugar -como já terminou há quatro anos - se haveria coragem para o retirarem desses deliciosos momentos de discricionariedade perpetrados por um jornalista que sabe bem a quem tem de agradar para comer.

Logo a seguir, a afronta do Record... já que o Vitória está em quarto, a jogar bom futebol e vai disputar a final da Taça de Portugal contra uma das equipas do sistema, nada melhor que lançar a classificação que a tabela que ilustra este escrito demonstra.

Pois bem... Para alguém desse jornal centralista, sulista e elitista (a elite vermelha e a elite verde) o clube mais beneficiado do campeonato é o próprio Vitória Sport Clube! Uma equipa que foi prejudicada escandalosamente em Alvalade (duas grandes penalidades), com o Estoril ( a horrenda arbitragem do instrutor de fitness), em Chaves (ganhou mas o primeiro golo dos flavienses é escandalosamente em fora de jogo), com o Marítimo (com uma grande penalidade em casa sonegada e que garantiria a vitória), com o Porto (uma grande penalidade clara sobre Bernard), e em outros, que de memória alguns certamente falharão! Mas, para esses avaliadores, cuja a isenção é o nome do meio, o Vitória não foi prejudicado em qualquer jogo, tendo por isso 7 (sete! SETE!) pontos a mais!!!

Uma desfaçatez e uma desconsideração enorme para os profissionais vitorianos, de um jornal que é vendido pelos quiosques de Guimarães e cujos jornalistas acompanham a realidade do Vitória...será que devemos abrir as portas de nossa casa a quem nos diminui e maltrata assim? Ou ao invés, uma atitude rasteira e mesquinha destas não mereceria uma resposta à altura e a partir deste momento acabarem as reportagens e os momentos de informação para estes órgãos de comunicação social?

Se a bem nos maltratam, será deste modo acordariam?

Para terminar o ramalhete, mas da pessoa em questão, nada mais seria de esperar, merece referência António Salvador. O presidente do Braga... o homem que come, dorme e faz tudo o mais a pensar no Vitória. Que no passado Sábado numa entrevista ao referido Record afirma que não se preocupa com o rival mas em cada resposta refere-o. Que copia o slogan de campanha do presidente Júlio Mendes. Que publicamente elogiou os adeptos vitorianos, dizendo que gostava que os do clube que ele presidem se assemelhassem. Influenciado talvez por este jornalismo barato, e apesar de dizer que é igual ficar em quarto ou em quinto ( a fazer lembrar as solteironas que dizem que não querem casar, como desculpa de ninguém olhar para elas com algum intuito mais amoroso ou, até, lascivo), veio armar um pé de vento queixando-se, num delicioso momento de stand-up comedy, em que Camões deve ter dado voltas ao túmulo, que era prejudicado e que por isso não iria ficar em quarto lugar!

A azia era evidente... o destinatário também!!! Mas, dos erros de Salvador e do clube dele, os vitorianos não podem ser responsabilizados, nem pagarem por eles! E se pensa que com esse tipo de arrufos nos vai desestabilizar está bem enganado... os Vitorianos, apenas, se riram, quer do conteúdo quer da (falta de...) qualidade do discurso e seguiram em frente!

Seguiram em frente porque ainda nada foi conquistado... porque, se a azia já é destilada em doses industriais até 28 de Maio queremos esgotar os stocks de Rennie nas farmácias...porque gostamos de ser invejados, pois isso é sinal do nosso sucesso!

Não somos melhores do que ninguém... simplesmente, somos diferentes e gostamos de respeito!!!!

Sentimento Braguista

Uma questão de tempo

No futebol, como na vida, o tempo é um fator determinante.
E há certos acontecimentos que, para bem ou para mal, já sabemos que terão lugar. Disso exemplo foi a morte de um adepto, no passado 'derby' alfacinha. Como já se previra, era uma questão de tempo até que o rastilho do discurso acéfalo e destrutivo de dirigentes e painelistas derivasse nalgo assim…
Cá por casa, o Sporting Clube de Braga também ao tempo não tem sido imune, nem às marcas indeléveis que este naquele tem deixado, especialmente nos últimos anos, quando analisada toda a nossa história.
Recuando aos anos 90, lembramo-nos de um célebre treinador, talvez o pioneiro da mudança de mentalidades no nosso clube: Manuel Cajuda. Com ele, assistimos a uma ascensão classificativa do clube brácaro, anteriormente ameaçado, ano após ano, pelo fantasma da descida de divisão. Com recursos escassos, soube trabalhar a sua ‘lojinha dos 300’, atingindo resultados acima das expectativas. Mesmo assim, o seu discurso, feito após feito, era sempre cada vez mais ambicioso: “Quero que deixem de falar do Braguinha e comecem a falar do Braga! Esta cidade merece um clube à sua imagem, ou seja, o 3.º maior de Portugal! E há de sê-lo. É só uma questão de tempo”.
A verdade é que, daí em diante, presenciámos a várias etapas do crescimento do clube arsenalista: a supracitada ascensão classificativa; a obtenção de lugares europeus; a estabilização financeira; o crescimento da massa associativa; a intromissão nos lugares cimeiros; a disputa de finais internas e europeias; a colocação regular de jogadores nas seleções nacionais; a conquista de títulos; etc.
O nosso atual presidente, António Salvador, não tem tido uma ótica muito diferente daquela que Cajuda, então, tinha. São recorrentes os seus objetivos apelidados de “megalómanos”, “irreais” e “inatingíveis”. Todavia, poucos deles ficaram por concretizar. Aponta como limite o ano de 2020, até que nos vinguemos do vice-campeonato ou das agruras de Dublin.
Nós, adeptos braguistas, mais do que nunca, estamos plenamente convictos de que, mais cedo ou mais tarde, isso acabará por se concretizar.
Há outras convicções, porém, que são de tal forma expectáveis que seria, ao invés, descabido se não se concretizassem. Uma delas foi, sem dúvida, a de que Abel Ferreira se tornaria, inexoravelmente, o técnico principal do nosso clube. Isso tornou-se evidente aquando da saída de José Peseiro, imediatamente antes da chegada de Jorge Simão, no momento em que os Gverreiros, liderados por Abel (técnico, então, da equipa B), derrotaram o Sporting, no seu reduto. Mais do que pela vitória, a nossa convicção alicerçou-se na singularidade do discurso com que o jovem técnico nos presenteou, completamente diferente dos 'clichés' a que estamos acostumados. Aí, percebemos a humildade de quem não anseia uma ascensão alicerçada em pauis, de quem reconhece que há de chegar o dia em que irá conduzir os destinos de um clube que sempre o respeitou, pelo grande jogador, pelo grande profissional e pela grande pessoa que sempre foi.
Resta-nos, agora, presenteá-lo com o mesmo tempo com que, pacientemente, soube aguardar por nós. 



Escrevo-vos após a vitória do Vitória em Setúbal.

Apesar de uma primeira parte menos conseguida, a verdade é que a segunda metade do desafio, confirmou vários pontos que têm ocorrido, na presente temporada.

Desde logo, a começar pelo máximo aproveitamento que a equipa Conquistadora tem demonstrado nos jogos fora de Guimarães. Efectivamente, não é comum uma equipa que (por muito nos custe!) não é candidata ao título, já ter dez prélios vencidos em desafios extramuros...

Para esse facto suceder, outros dois concomitantes se aliam: a segurança defensiva de uma dupla que voltou-se a unir (Josué e Pedro Henrique que viu o primeiro amarelo da temporada) e a extrema eficácia dos dianteiros capazes de marcar um golo, que faça a diferença, a todo o momento. E, em muitos jogos, como o último, tal facto foi perceptível, pois, mesmo a equipa a não apresentar uma capacidade de jogo  excelsa, foi capaz de marcar num momento em que o quarteto de Mosqueteiros da dianteira conseguiu criar um desequilíbrio numa transição, num erro de um adversário, num momento de inspiração.

E esse será o facto mais marcante da presente época, agora que o quarto lugar está quase assegurado: uma equipa segura, descomplexada e que acredita sempre que pode ter êxito. E dessa massa, são feitos os grandes conjuntos.

Porém, verdade seja dita: o mérito absoluto deste êxito é do treinador, Pedro Martins. Se por vezes, podemos criticar esta ou aquela opção táctica (pois, para cada cabeça sua sentença, como diria o povo do alto da sua infinita sabedoria), esta ou aquela escolha técnica, a verdade é que o mérito de ter sabido incutir ambição, vontade e coragem a esta equipa de Conquistadores é inegável.

Tal, também se deve à quase carta branca, que o treinador teve, ao contrário dos outros anos. Ora, se em pretéritas épocas, quer Rui Vitória, quer Armando Evangelista, e no mercado de Janeiro Sérgio Conceição tiveram de ver as suas opções escrutinadas por factores extrínsecos ao exclusivamente futebolístico (leia-se questões financeiras), Pedro Martins teve uma maior liberdade de escolha. Ou alguém tem dúvidas que as escolhas de Rúben Ferreira (ainda que, até agora, fracassada), Rafael Miranda, Soares ( que já cá não mora) ou David Texeira (como o técnico afirmou) tiveram o dedo exclusivo do treinador? E que, apesar da parca produtividade, a direcção acreditava que Bernard, Tozé, ou Celis iriam ter mais minutos de jogo, com outros atletas cedidos a titulo temporário, em anos anteriores, tiveram?

E aí está o segredo do sucesso da temporada 2016/17: a total confiança e tranquilidade dada ao trabalho de um treinador, ambicioso e desinibido pela natureza e a hipótese de o deixar trabalhar, seguindo o seu feeling e o seu critério.

E essa, tem sido a chave de uma época que se pretende fechar a ouro, no próximo 28 de Maio, no Jamor....




O Vitória venceu o Boavista por duas bolas a zero, no passado Domingo, garantiu a qualificação para a Liga Europa e cimentou o seu quarto lugar, objectivo já assumido.

Ora, a consecução de tal objectivo demonstra como deve ser criteriosa a preparação de uma época!

Ao invés da época anterior, Júlio Mendes e seus pares não quiseram correr riscos na escolha do treinador. Em vez de apostar no negro, como sucedeu em Julho de 2015 com a escolha de Armando Evangelista, o que levou a que a época fosse mal preparada por incapacidade e inexperiência do técnico, o que levou a que Sérgio Conceição, posteriormente escolhido, tentasse colar cacos, desta feita a escolha recaiu num técnico experiente, tranquilo e com provas dadas como Pedro Martins.

E dessa escolha, de um técnico com provas dadas e unanimemente considerado como seguidor da escola ofensiva holandesa, adveio a necessidade de não o desapontar, dotando-o de meios que este considerasse capazes para almejar o objectivo europeu, desde logo assumido.

Assim, optou-se por escolher jogadores com tarimba de Primeira Liga (Rubén Ferreira, ainda que este não tenha tido o sucesso esperado, Rafael Miranda, Soares) e por empréstimos de homens com qualidade (Marega) ou com conhecimento perfeito da causa vitoriana (Hernâni e Bernard). 

Além disso, Pedro Martins teve a sapiência e a ousadia que distingue os bons treinadores dos demais. Manteve Pedro Henrique, que com o capitão Josué passou a formar uma das melhores duplas de centrais da Liga, resgatou, na primeira fase da temporada, João Pedro à equipa B e viu em Hurtado, algo que o seu antecessor não tinha visto, que podia ser um municiador de excelência dos companheiros de ataque. Além disso, Raphinha, também saído da equipa B, foi uma agradável surpresa.

Mas, contudo a caminhada, até agora, não foi um rotundo êxito que os vinte e cinco mil espectadores da pretérita jornada indicou.

Janeiro, como tem sido apanágio foi complicado... por questões de mercado, a revelação ofensiva, Soares, partia para o Porto e João Pedro seguia o "american dream".

Mas, mesmo assim, o técnico vitoriano em consonância com a direcção souberam manter a cabeça fria e olhar para o interior. Apesar de ter chegado mais um jogador cedido temporariamente, Celis, a verdade é que novamente se souberam reconhecer os erros do passado e olvidou-se o recurso massivo a tal hipótese.

E se com Rui Vitória, homens como Ivo Rodrigues ou Sami, ou com Conceição, Rossell ou Andrade, mereceram atenções exageradas, desta vez houve o bom senso de perceber que as melhores soluções estavam em casa.

Fruto disso, homens como Zungu e Texeira que não tinham tido relevância no dealbar da época, passaram a desempenhar um importante papel na equipa...ainda, que o contratado para o lugar de Soares e recentemente lesionado Rafael Martins, tenha demonstrado ser um atleta a considerar no futuro.

Todos estes factores, aliados à confiança dada pela direcção vitoriana a todos os seus elementos - se muitas vezes critiquei Júlio Mendes e seus pares, este ano merece elogios, por apesar das vendas, ter sabido manter uma linha de estabilidade e coerência aliado a um nível e educação que vai rareando nos principais dirigentes portugueses -, bem como  a declaração inequívoca que o objectivo era o quarto lugar e a vitória na taça despontaram a onda branca...

A equipa sentiu que todos a apoiavam e confiavam nela e arrancou para uma das melhores séries da sua história com cinco vitórias, entrecortadas com uma saborosa derrota na meia final da Taça em Chaves, e gerou uma onde de entusiasmo que se espera que só termine no Jamor, em êxtase...

Mas, por enquanto, como se viu no passado Domingo, cá por casa vamos todos bem...e com muito ânimo!

Sentimento Braguista

Fazer jus ao epíteto

O nosso treinador precedente, José Peseiro, não teve, segundo várias opiniões, condições favoráveis para desenvolver o seu trabalho. O próprio presidente o referiu, justificando que aquele teve um “trabalho difícil, devido ao clima externo e às várias contrariedades: lesões e outros problemas". Criticou também, então, a atitude de certos atletas: “… alguns jogadores ainda não perceberam o que é estar nesta casa (…) Alguns chegaram este ano, outros já cá estavam. Para os objetivos que ainda temos, esperamos que todos se empenhem para os atingirmos".
Nessa altura, havia ainda um 3.º lugar para defender (no Campeonato) e uma Taça da Liga para conquistar. Jorge Simão era, então, a escolha mais consensual para a sucessão. Objetivou, aí, a obtenção de 65 pontos. Neste momento, vemos já distante (5 pontos, que na prática são 6!) o objetivo mínimo no Campeonato: a 4.ª posição. A meta dos 65 pontos já não é matematicamente alcançável.
De facto, podemos, desde já, considerar que a substituição do anterior técnico pelo atual não trouxe o desejado upgrade. Muitos advogam, agora, que este treinador não é competente, por não saber ‘gerir o balneário’: quando chegou, criticou alguns jogadores; ‘desterrou’ outros; alterou os capitães de equipa; concedeu a titularidade imediata a jogadores acabados de chegar; etc. Outros, ao invés, consideram que o mal principal se encontra na atitude pouco profissional dos jogadores e na sua falta de empenho e comprometimento com o projeto do clube, pelo que seria difícil ao atual treinador fazer melhor com tal matéria-prima.
Na minha opinião, ninguém se pode demitir das suas responsabilidades: o presidente, pela escolha que tomou, tendo em conta o perfil dos dois técnicos contratados; o anterior treinador, por não ter sido capaz de dar continuidade ao bom trabalho do ano transato, nem ter sido disciplinarmente mais assertivo com os seus orientandos; Jorge Simão, por não ter compreendido as repercussões do seu discurso agressivo e das suas decisões imprudentes; os adeptos, por terem expectativas (demasiado) elevadas, relativamente a esta época, não sendo (legitimamente) compreensivos e apaziguadores, quando as coisas começaram a não correr de feição; os jogadores, por não terem entendido que teriam de se empenhar mais, seguindo os preceitos do clube e, acima de tudo, dignificado e justificado o cognome pelo qual são atualmente reconhecidos – Gverreiros do Minho.
Uma vez mais, na Capital do Móvel, foi isso que nos faltou: o espírito guerreiro e combativo que tanto nos caracterizava, de quem não dava uma bola por perdida, nunca virando a cara à luta. A ‘legião’ acompanhou-os em massa; infelizmente, não recebeu a compensação merecida. Entendeu-se, portanto, a reação final dos adeptos, insatisfeitos (novamente) com estes gverreiros infundados.
Nova batalha se aproxima; bem árdua, por sinal. Esperemos que, daqui em diante, os Gverreiros do Minho possam fazer jus ao seu epíteto…

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