Não Podemos Perder Esta Oportunidade!



E cá estamos na época 2017/18, que começou para o Vitória com a derrota no jogo da Supertaça, em Aveiro.

Jogo esse, que poderia merecer várias considerações desde logo pelo logro que o Vídeo-árbitro demonstrou ser bem como em mais uma deplorável arbitragem de Soares Dias em desfavor do clube do Rei.

Mas, não pretenderei ir por aí, pois a época é longa e, neste momento, há ainda muito mais a ganhar do que a perder.

Porém, a preocupação na alma dos vitorianos começa a ser o sentimento dominante. Com efeito, escrevia em Abril e Maio deste ano, quando o quarto lugar na época transacta desenhava-se, que, apesar do mérito de tal conquista, urgia saber dar o passo em frente.

Esse passo era o óbvio: tendo o Vitória feito uma boa época, sendo, fruto disso, os seus atletas cobiçados e alguns dos mais importantes como Hernâni e Marega encontrando-se na condição de emprestados, urgia saber como dar o próximo passo... Aliás, uma das minhas crónicas chamava-se " O Próximo Passo" e procurava dar a opinião de como o Vitória deveria seguir em frente e consolidar o quarto lugar.

Porém, passaram mais de três meses e temo que o Vitória (mais uma vez!) tenha desperdiçado a hipótese de se colar aos três crónicos candidatos ao título, para voltar-se a emaranhar em lutas que não deveriam ser dele.

Com efeito, bastará analisar a equipa que subiu ao terreno no passado Sábado, no primeiro jogo oficial da época. Caras novas, apenas três: Marcos Valente, João Vigário e Hélder Ferreira... e novas, porque no pretérito exercício actuavam na equipa B e nem a um minuto tiveram direito na equipa principal. Reforços, esses, nem vê-los, sendo que, apenas, Estupiñan estava no banco de suplentes.

E tal, revestirá uma singularidade em noventa e cinco anos de história... nunca uma equipa do Vitória principiou o primeiro jogo oficial da temporada sem um reforço que gerasse entusiasmo e expectativas nos adeptos.

E tal abstinência de novas opções serviu para demonstrar que a "manta está curta"... que para uma equipa, neste momento, em quatro competições, até ao momento, houve um claro excesso de confiança, um "quase brincar com o fogo" na constituição da equipa. Infelizmente, em 2006 tivemos essa experiência: uma participação europeia, um plantel constituído de forma deficitária e um clímax final aterrador: a descida de divisão.

Não quero, contudo, agoirar tal facto... mas, a verdade é que até a este momento foi perdida uma fantástica oportunidade de se despoletar uma onda branca imparável e aterradora para os adversários. Bastava para isso, ter-se aproveitado o defeso para de forma inapelável suprir as lacunas que toda a gente sabe que o plantel tem (um defesa direito, um defesa central para suplente da dupla do ano transacto, um ou dois extremos, pelo menos) e assumir que sim...com os que já contávamos mais as novas caras íamos assumir, com argumentos, a luta pelo quarto lugar e se algum dos habituais estiver distraído queríamos esse lugar!

Ao invés, seguimos o caminho que trilhávamos há quatro anos quando também disputamos a Supertaça em Aveiro... uma equipa deficitária, com jovens a estrear-se (há quatro anos foram Tomané e Josué) e o único nome a dar alguma esperança a entrar na segunda parte ( tinha sido Maazou)... O resultado foi igual: desilusão no campo, goleada na bancada por parte dos intrépidos adeptos que mesmo a perder só pelo símbolo lá estão!

Porém, não obstante isto, quero acreditar que até 31 de Agosto ainda iremos recuperar o tempo perdido... apesar de Maio até hoje não termos preparado este troféu com os cuidados devidos, estou em crer que esta oportunidade não iremos perder... não poderemos perder, sob pena de voltarmos a passar nove anos com os rivais por cima ou a morder-nos os calcanhares...e a fantástica massa vitoriana não merece ter de conviver com esses papéis de subalternidade!