Dia 28 Tem de Ser Diferente!



Confesso que esta será, talvez, a crónica mais complicada desde que passei a colaborar com o RTreinador...

Tal sentimento de dificuldade deve-se ao facto de o Vitória ter contrariado, em tudo, o que escrevi no anterior texto em que me demonstrava deveras crítico ao modo como a imprensa olhava para o papel do Vitória no desafio que iria disputar com o Benfica e que poderia dar (como deu) aos lisboetas o título nacional.

Evidentemente, que quando duas equipas sobem ao tapete verde existem três resultados possíveis... e para um vencer outro terá que perder, e La Palisse não desdenharia dizer melhor!

Mas, e desculpem-me o calão, que diabo!!! Nem nos piores pesadelos de um vitoriano pensaríamos num final de tarde de tal modo negro, tormentoso e, porque não dizê-lo, humilhante. Efectivamente, a nossa condição de vitorianos desde cedo nos preparou para o sofrimento...formatou-nos para momentos em que o coração se torna pequeno e a bater descompassadamente e de modo apressado... mas, mesmo assim tentamos encontrar justificações para as débacles que assistimos!

Porém, ontem é difícil arranjar justificações... Pedro Martins jogou com a equipa titular e, como nos habituou, usou o habitual discurso ambicioso e que tão bons resultados tem dado. Mas, o problema foi passar da generosidade das palavras para a proficuidade dos actos.

Tal, não existiu!!! O Vitória desde cedo pareceu sofrer do denominado, um dia por Valdano citando Garcia Marquez, "medo cénico"... uma equipa aturdida pelo ambiente gerado nas bancadas e cujo ar aterrorizado a tornou macia, dócil, atarantada e uma sombra do que tem sido durante todo o campeonato.

Na verdade, além dos adjectivos qualificativos utilizados, existiu ainda uma preocupante descompressão. Se na transacta semana, no desafio com o Arouca, a equipa tinha sido pouco intensa e macia, sendo que o golo de Marega fez olvidar as deficiências apresentadas, a verdade é que, já se sabia, que estaríamos perante um adversário que iria jogar a época... os seus objectivos! Mas, verdade seja dita, se era assim para o Benfica porque para o Vitória não poderia ser?

E essa é a grande inquietação...a mentalidade que grassa nos muros vitorianos... nem no passado domingo e muito menos ontem eram jogos de férias. O quarto lugar é bom mas um bocado mais de crença teria levado ao terceiro e à pré eliminatória da Liga dos Campeões. Ainda, ontem, esse haveria de ser encarado como o objectivo, como o Sporting demonstrou ao perder contra o Feirense!

Exigia-se, pois, que a descompressão não tomasse conta dos Conquistadores... exigia-se essa atitude de querer mais... de lutar por mais, ainda que na altura fosse improvável, mas como se viu tornar-se possível...

Não se pense, contudo, que tais funestos noventa minutos podem comprometer uma boa época! Não se queira destruir o que de bom foi feito! Além disso há que ser positivos e acreditar que no dia 28 de Maio será diferente. Acreditar que Pedro Martins tenha detectado todos os erros cometidos!Acreditar que o meio campo vai voltar  a ter a técnica e a raça já apresentadas! Acreditar que Pedro Henrique e Josué tiveram um dia mau, como toca-nos a todos! E acreditar que os homens da frente vão voltar a fazer miséria... 

E se assim for tudo será possível... mas, se da dura lição de ontem nada se retirar, infelizmente teremos sérios problemas... que estas duas semanas sejam proveitosas na resolução dos (muitos) lapsos ontem apresentados...

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