Sentimento Braguista - Queremos o Braga!

Sentimento Braguista

Queremos o Braga!


Longe vão os tempos de um clube sem rumo, sem projeto, sem ambição e desinteressante.

Aquando do ‘velhinho’ 1.º de Maio, mandato após mandato, era o cabo dos trabalhos até se encontrar alguém disponível para liderar o S. C. Braga. Mais do que disponível, era bastante difícil surgir um interessado em assumir a presidência do clube, quer pela (parca) saúde financeira, quer pela falta de um projeto desportivo ambicioso, ao nível de uma cidade que, sendo uma das maiores do país, não via o seu clube corresponder-lhe em termos de crescimento. Inevitavelmente, a escolha desse líder acabava sempre por recair em alguém da confiança do antigo edil bracarense e braguista, em jeito de nomeação.

Muitos ainda se recordam desses tempos; outros, felizmente, já não. E isso demonstra o quanto o nosso clube cresceu.

Assim chegou ao poder o nosso atual presidente, António Salvador. Daí em diante, escreveu-se a história mais valerosa, até à data, do nosso clube. Com ele, cedo se definiram novos objetivos, cada vez mais ambiciosos. Lá chegámos. Novos se definiram, ainda mais ousados do que os anteriores.

Ao longo da presidência de A. Salvador, várias foram as vezes em que anunciou que aquele seria o seu último mandato à frente do clube. Tal não se concretizou, quer por pressão do seu impulsor – Monsenhor Cónego Melo –, quer pelos adeptos, quer pela sua própria ambição (segundo o próprio, por não ter ainda alcançado o título nacional almejado), quer por qualquer outro motivo não revelado.

Para as próximas eleições, perfilam-se duas listas concorrentes: uma encabeçada pelo atual presidente, António Salvador, e outra por António Pedro Peixoto, mais conhecido por ‘Pli’, antigo atleta, figura proeminente do futsal bracarense e fervoroso adepto braguista.

Mais do que os próprios projetos ambiciosos que cada uma das listas encerra, regozijo-me com o facto de, neste momento, o nosso clube despertar interesse, ser desejado. Outrora isso não sucedia; ao invés, mais parecia um encargo, uma obrigação, uma imposição.

Se, agora, assim o é, muito o devemos a António Salvador. Temos, sem dúvida, de agradecer-lhe e reconhecer-lhe a obra feita.

Porém, enquanto adeptos responsáveis, devemos estar sempre vigilantes, independentemente de quem serviu, sirva ou venha a servir o clube. Não nos basta aplaudir ou vaiar o nosso clube, aquando das prestações mais ou menos competentes. Não sejamos acéfalos. Não ‘passemos um cheque em branco’. Advogo que a nossa principal incumbência, enquanto adeptos conscientes, seja a de zelar pelos superiores interesses do nosso clube, questionando tudo e todos, mediante o rumo que queiram traçar para o nosso clube.

Deste modo, à partida, teremos de encarar como sérias ambas as candidaturas, mas simultaneamente desconfiando de cada uma delas. A continuidade dá-nos a segurança do que já conhecemos, mas estará já esgotada de ideias e conformada com o poder? A mudança projeta um outro rumo, com projetos novos e igualmente ambiciosos, mas será a falta de experiência um obstáculo irrebatível?


E é com esse espírito, independentemente da escolha que tomarmos, que seguramente tomaremos a decisão mais acertada, quando depositarmos o voto na urna, no próximo dia 27 de maio.

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