Sem Sustos, Por Favor...


A vida é feita de riscos, bem sabemos... 

Aquela decisão que, por vezes tomamos, pode repercutir-se efectivamente na nossa vida futura e, por isso, corajosamente devemos assumir os passos que tomamos, ainda que, por vezes, esses passos possam causar medos ou provocar sustos.

E, ontem, Pedro Martins quis demonstrar que as decisões que toma está disposto a assumi-las, independentemente do que possa suceder, inclusivamente arruinar a saúde cardíaca dos vitorianos.

Com efeito, a alteração de nove jogadores do jogo do Rio Ave para o desafio do pretérito dia, frente ao Nacional da Madeira, foi um risco que só alguém com os genes de liderança bem presentes no seu corpo poderia assumir.

Tal medida absolutamente arriscada e que fez os vitorianos assustarem-se quando tomaram conhecimento da equipa escalada ( tal a falta de rotinas que, daí, poderia advir), mas que rapidamente demonstrou ser acertada tal a qualidade exibicional demonstrada (não obstante o susto final). E, refira-se, que quando somos alardeados com a falta de um ou outro jogador em equipas com muito mais soluções de que o Vitória, entendemos com mais facilidade o quão corajoso Pedro Martins foi.

Além disso, ontem (não obstante o susto final) demonstrou-se que o comandante da nau vitoriana tem um grupo de seu lado. Um conjunto de Conquistadores sempre prontos a entrar em campo para defender as escolhas do líder, para não deixar o grupo fragilizado. Um plantel em que não há onze titulares, mas sim um conjunto de jogadores capazes de dar sempre a melhor resposta, tenham eles feito todos os jogos da presente temporada na equipa A (Pedro Henrique) ou estivessem a estrear-se na equipa principal (Sacko).

E, independentemente de se gostar ou não do estilo de Pedro Martins, de se a sua verve não empolgar facilmente, de se poder, aqui ou ali, contestar as suas opções técnicas ou escolhas tácticas, a verdade é que ontem demonstrou a sua capacidade de liderança, o facto de ter o grupo na mão e ter coragem... não seria qualquer um que teria a presença de espírito para, com êxito, correr os riscos que correu!!!

E todos estes factores, a acrescer à subida de forma de jogadores, que durante os meus textos já fui mencionando, só nos permite sonhar. Sonhar com a obtenção de um mais que desejado quarto lugar e a presença na Final da Taça de Portugal para a vencer!

Por fim, e sem parêntesis, o "susto final"... e aí, importará referir que não é normal sofrer dois golos em quatro minutos de compensação. O segundo foi anulado e as opiniões divergem. A minha vai no sentido de o jogador vitoriano ter sido abalroado, mas lances daqueles já passaram muitas vezes em claro... O que sucedeu naquele curto espaço de tempo? Porque razão a equipa descomprimiu naqueles momentos, quase colocando tudo em causa?

A obra prima engendrada quase ruía em poucos segundos... e descuidos desses podem ter mau resultado, ainda para mais quando o próximo jogo é em Chaves, para a meia final da Taça de Portugal. E não obstante o Vitória partir em vantagem, a verdade é que uma situação de descontrolo como a observada ontem pode levar a resultados catastróficos.

E, nós Vitorianos, habituados a sofrer não mereceríamos tamanho balde de água fria. Os três mil e quinhentos que Terça-feira estarão nas bancadas, estarão dispostos a levar a equipa ao colo, até ao Jamor...que assim seja... e sem sustos, por favor!


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