Estamos na Final! (Tentativa de uma Crónica)..


Esta crónica que, como quem vai-me acompanhando sabe, procura retratar o sentir vitoriano. Com espírito crítico procurando em palavras fazer o que o fotógrafo faz com a imagem: um instantâneo feliz dos momentos marcantes que o Vitória vive ao longo dos dias...

Ora, desde a última vez que vos escrevi, um facto, de modo indelével, marcou a vida dos vitorianos: o Vitória está no Jamor, pela sétima vez, para, como em 2012/13, disputar a final contra o Benfica.

E esse facto, fruto do modo sofrido como foi almejado, fez com que esta crónica, que se quer sempre que se paute pela positiva, fosse sendo alterada ao longo do jogo.

Começaria logo pelo magnifico convívio que ocorreu antes do jogo entre adeptos das duas equipas. E, pensava eu, ainda com um pouco de sobranceria que o Vitória não teria problemas em garantir o apuramento e que o convívio pelas imediações do estádio antes do jogo e a festa no depois seriam os principais pontos a reter da meia final da Taça de Portugal.

E como eu me enganava, e rapidamente pensaria em mudar o tema da mesma...

O jogo começa e a equipa flaviense rapidamente demonstrou que a simpatia era só para os seus aficionados e, mesmo esses, só antes do jogo! 

Com efeito, perante uma equipa agressiva, rápida e a achar que tudo seria possível, o jogo rapidamente se tornou num pesadelo e a eliminatória foi rapidamente igualada.

Neste momento, o tema poderia ser o ar de todos os vitorianos lívidos, brancos como a cor que orgulhosamente ostentamos e a absoluta incredulidade que aqueles três mil e quinhentos herdeiros de Afonso Henriques iam experimentando.

Mas, mesmo aí, teria sempre de fazer um contraponto: as gentes de Guimarães, nas quais (felizmente!) me incluo são realmente únicas e especiais! Os gritos de apoio na dor e na incerteza jamais sairão da minha memória...do meu espírito. O Vitória pode, orgulhosamente, dizer que nunca caminhará só e isso sucede nos momentos da derrota e da glória!

Porém, pior ficaria com o terceiro golo dos transmontanos... aí, esta crónica teria de ter mesmo como título, em letras garrafais, a palavra desilusão. O Vitória não poderia deixar-se cair após ter almejado uma fantástica vantagem no seu D. Afonso Henriques... Não! Não podia ser!! Lívido, possivelmente exangue, nem sequer pensava em crónicas... queria desaparecer daquele inferno, a minha mulher me acordar e dizer que estava atrasado para levar a miúda e ter vivido um pesadelo, daqueles que ninguém anseia experimentar!

Mas, porém, o dito pesadelo passou rápido... Não foi no leito conjugal que acordei, mas fui despertado pelo cabeceamento de Marega, que fez-me, a mim, e a mais 3500, passar do estado de incredulidade letárgica para a euforia absoluta. O golo tinha sucedido, o Vitória estava no Jamor e todo aquele sofrimento e amor iria ser recompensado...

Todavia, no último minuto, os herdeiros de Afonso gelaram... grande penalidade a favor do Chaves e o chão a fugir dos pés... seria esse o título desta crónica. O elogio seria aos adeptos e a certeza que eles, pelo amor e espectáculo que deram nas bancadas, tinham vencido apesar da depressão de uma derrocada inesperada...

Porém... como em 2013, surgiu a Muralha... o guardião de todos os sonhos e repelente de pesadelos... Douglas, que tem Jesus no nome, conseguiu parar o remate de Braga (nada mais apropriado, julgo eu...) e voltava a ser herói.... 

Depois desta montanha russa de emoções, a verdade é que esta crónica ficou praticamente sem tema... mas o que interessa se estamos pela sétima vez na final da Taça de Portugal e dia 28 de Maio vamos tentar vencer o troféu pela segunda vez?


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