Cá Por Casa? Tudo Bem!



O Vitória venceu o Boavista por duas bolas a zero, no passado Domingo, garantiu a qualificação para a Liga Europa e cimentou o seu quarto lugar, objectivo já assumido.

Ora, a consecução de tal objectivo demonstra como deve ser criteriosa a preparação de uma época!

Ao invés da época anterior, Júlio Mendes e seus pares não quiseram correr riscos na escolha do treinador. Em vez de apostar no negro, como sucedeu em Julho de 2015 com a escolha de Armando Evangelista, o que levou a que a época fosse mal preparada por incapacidade e inexperiência do técnico, o que levou a que Sérgio Conceição, posteriormente escolhido, tentasse colar cacos, desta feita a escolha recaiu num técnico experiente, tranquilo e com provas dadas como Pedro Martins.

E dessa escolha, de um técnico com provas dadas e unanimemente considerado como seguidor da escola ofensiva holandesa, adveio a necessidade de não o desapontar, dotando-o de meios que este considerasse capazes para almejar o objectivo europeu, desde logo assumido.

Assim, optou-se por escolher jogadores com tarimba de Primeira Liga (Rubén Ferreira, ainda que este não tenha tido o sucesso esperado, Rafael Miranda, Soares) e por empréstimos de homens com qualidade (Marega) ou com conhecimento perfeito da causa vitoriana (Hernâni e Bernard). 

Além disso, Pedro Martins teve a sapiência e a ousadia que distingue os bons treinadores dos demais. Manteve Pedro Henrique, que com o capitão Josué passou a formar uma das melhores duplas de centrais da Liga, resgatou, na primeira fase da temporada, João Pedro à equipa B e viu em Hurtado, algo que o seu antecessor não tinha visto, que podia ser um municiador de excelência dos companheiros de ataque. Além disso, Raphinha, também saído da equipa B, foi uma agradável surpresa.

Mas, contudo a caminhada, até agora, não foi um rotundo êxito que os vinte e cinco mil espectadores da pretérita jornada indicou.

Janeiro, como tem sido apanágio foi complicado... por questões de mercado, a revelação ofensiva, Soares, partia para o Porto e João Pedro seguia o "american dream".

Mas, mesmo assim, o técnico vitoriano em consonância com a direcção souberam manter a cabeça fria e olhar para o interior. Apesar de ter chegado mais um jogador cedido temporariamente, Celis, a verdade é que novamente se souberam reconhecer os erros do passado e olvidou-se o recurso massivo a tal hipótese.

E se com Rui Vitória, homens como Ivo Rodrigues ou Sami, ou com Conceição, Rossell ou Andrade, mereceram atenções exageradas, desta vez houve o bom senso de perceber que as melhores soluções estavam em casa.

Fruto disso, homens como Zungu e Texeira que não tinham tido relevância no dealbar da época, passaram a desempenhar um importante papel na equipa...ainda, que o contratado para o lugar de Soares e recentemente lesionado Rafael Martins, tenha demonstrado ser um atleta a considerar no futuro.

Todos estes factores, aliados à confiança dada pela direcção vitoriana a todos os seus elementos - se muitas vezes critiquei Júlio Mendes e seus pares, este ano merece elogios, por apesar das vendas, ter sabido manter uma linha de estabilidade e coerência aliado a um nível e educação que vai rareando nos principais dirigentes portugueses -, bem como  a declaração inequívoca que o objectivo era o quarto lugar e a vitória na taça despontaram a onda branca...

A equipa sentiu que todos a apoiavam e confiavam nela e arrancou para uma das melhores séries da sua história com cinco vitórias, entrecortadas com uma saborosa derrota na meia final da Taça em Chaves, e gerou uma onde de entusiasmo que se espera que só termine no Jamor, em êxtase...

Mas, por enquanto, como se viu no passado Domingo, cá por casa vamos todos bem...e com muito ânimo!

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