A Rima do Sucesso é Responsabilidade!



Já nestes textos havíamos alertado para os perigos da displicência...

Aquele sentimento de superioridade que nos faz pensar que temos qualquer situação sob controlo e acabamos, de modo inexpectável, por ser surpreendidos pela contingência de um destino...

Pois bem! O Vitória tem usado e abusado dessa displicência, brincando com o fogo qual artista de circo, mas (ao menos isso!) dado-se bem...

Em Chaves, no Sábado, filme já visto... depois do jogo do Nacional da Madeira, do Desportivo de Chaves para a Taça de Portugal e do Tondela, último classificado, em casa, seguiu-se mais um prova de facilitismo, aliada a mais momentos de ruína para o flagelado coração dos vitorianos.

E, verdade seja dita... não há coração que resista... não pode haver, ainda que estes filmes dignos de um qualquer thriller insistam em acabar bem... mas o problema reside em saber, se abusarmos nas sequelas, o fim manter-se-á...

E, honestamente, não há nenhum vitoriano que queira repetir tal película, que certamente não será merecedora de Óscar. Ou será, que na nossa indefectível massa adepta, existirão adeptos dos prazeres de Mr. Christian Grey e sentirão um inigualável prazer na dor que vão experimentando nos minutos finais dos jogos?

A verdade é que não é o nosso caso... Somos em crer, e haveremos sempre de o ser, que se a equipa demonstra inegáveis capacidades e qualidade durante a primeira metade dos desafios, tem de confirmar tal superioridade na segunda metade. Não conhecemos qualquer equipa que massacre quarenta e cinco minutos e deixe de jogar na segunda parte. Sabemos que os campeões, por vezes, gerem as segundas partes... que controlam o jogo, deixando o adversário, já ajoelhado, sobrevivo mas imobilizado... mas, (que diabo!) estender a mão ao adversário moribundo, reabilitando-o e pedindo que ele lhe desfira o golpe de misericórdia não é prova de espírito pascal... é sobranceria, é soberba e impróprio para a equipa que ocupa o quarto lugar da tabela!

Porém, apesar dos erros cometidos (inclusivamente por Pedro Martins, na leitura táctica das substituições, pois Hurtado nunca pode sair quando há que manter a bola), a verdade é que a equipa está, finalmente, em quarto lugar e com bons indícios, enquanto quer jogar.

Douglas foi enorme na baliza segurando os momentos de sobranceria... Prince, tem sabido ser o substituto do, até agora, imprescindível Josué... Pedrão é como o nome indica gigante.... Konan e Gaspar estarão entre os melhores laterais desta liga... a dupla Miranda e Zungu cada vez melhor se complementa...e os quatro mosqueteiros da frente estão em fogo, aliando magia, irreverência e eficácia e ainda falta Rafael Martins, que no último jogo do campeonato em que actuou destruiu a defesa do Rio Ave...a eficácia que permitiu uma primeira parte inolvidável em Trás-os-Montes.

E, não esquecendo as partes más, deverão ser esses momentos a reter.. os momentos de magia que encheram de alegria os mais de dois mil e quinhentos vitorianos que voltaram a inundar Chaves... a magia daquela primeira parte, ao nível das grandes equipas europeias.... E isso tendo continuidade permitirão a qualquer vitoriano sonhar com os dois grandes objectivos da época: o quarto lugar conquistado ao eterno rival e a vitória na Taça de Portugal perante um Benfica cada vez mais inseguro, periclitante e espremido fisicamente à imagem das equipas de Rui Vitória nas segundas voltas, como nós vitorianos bem sabemos...

Havendo responsabilidade e paixão, poderemos sonhar...

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