A Chave do Êxito!



Escrevo-vos após a vitória do Vitória em Setúbal.

Apesar de uma primeira parte menos conseguida, a verdade é que a segunda metade do desafio, confirmou vários pontos que têm ocorrido, na presente temporada.

Desde logo, a começar pelo máximo aproveitamento que a equipa Conquistadora tem demonstrado nos jogos fora de Guimarães. Efectivamente, não é comum uma equipa que (por muito nos custe!) não é candidata ao título, já ter dez prélios vencidos em desafios extramuros...

Para esse facto suceder, outros dois concomitantes se aliam: a segurança defensiva de uma dupla que voltou-se a unir (Josué e Pedro Henrique que viu o primeiro amarelo da temporada) e a extrema eficácia dos dianteiros capazes de marcar um golo, que faça a diferença, a todo o momento. E, em muitos jogos, como o último, tal facto foi perceptível, pois, mesmo a equipa a não apresentar uma capacidade de jogo  excelsa, foi capaz de marcar num momento em que o quarteto de Mosqueteiros da dianteira conseguiu criar um desequilíbrio numa transição, num erro de um adversário, num momento de inspiração.

E esse será o facto mais marcante da presente época, agora que o quarto lugar está quase assegurado: uma equipa segura, descomplexada e que acredita sempre que pode ter êxito. E dessa massa, são feitos os grandes conjuntos.

Porém, verdade seja dita: o mérito absoluto deste êxito é do treinador, Pedro Martins. Se por vezes, podemos criticar esta ou aquela opção táctica (pois, para cada cabeça sua sentença, como diria o povo do alto da sua infinita sabedoria), esta ou aquela escolha técnica, a verdade é que o mérito de ter sabido incutir ambição, vontade e coragem a esta equipa de Conquistadores é inegável.

Tal, também se deve à quase carta branca, que o treinador teve, ao contrário dos outros anos. Ora, se em pretéritas épocas, quer Rui Vitória, quer Armando Evangelista, e no mercado de Janeiro Sérgio Conceição tiveram de ver as suas opções escrutinadas por factores extrínsecos ao exclusivamente futebolístico (leia-se questões financeiras), Pedro Martins teve uma maior liberdade de escolha. Ou alguém tem dúvidas que as escolhas de Rúben Ferreira (ainda que, até agora, fracassada), Rafael Miranda, Soares ( que já cá não mora) ou David Texeira (como o técnico afirmou) tiveram o dedo exclusivo do treinador? E que, apesar da parca produtividade, a direcção acreditava que Bernard, Tozé, ou Celis iriam ter mais minutos de jogo, com outros atletas cedidos a titulo temporário, em anos anteriores, tiveram?

E aí está o segredo do sucesso da temporada 2016/17: a total confiança e tranquilidade dada ao trabalho de um treinador, ambicioso e desinibido pela natureza e a hipótese de o deixar trabalhar, seguindo o seu feeling e o seu critério.

E essa, tem sido a chave de uma época que se pretende fechar a ouro, no próximo 28 de Maio, no Jamor....