Ir Mais Além...(Era Possível!)


Escrevo-vos, após o Vitória ter logrado um empate, com sabor a pouco, frente ao Sporting.

Sabor a pouco pela qualidade do jogo apresentada, a demonstrar que o mau tempo que assolou a equipa vitoriana durante o mês de Fevereiro já lá vai e pelo desacerto da equipa leonina que foi durante a maior parte do tempo foi incapaz de ser superior a uma equipa com extrema qualidade.

Mas, também sabor a pouco, pois estes Conquistadores demonstraram que, com um maior desvelo no projecto desportivo, poderiam ter alcançado voos mais altos na presente temporada. Não, que o quarto lugar, perfeitamente ao alcance da equipa branquinha bastando para isso suplantar o mais fraco Braga dos últimos cinco anos, seja um mau resultado, mas o sabor doce dessa classificação é facilmente suplantado pela certeza que poderíamos ter feito mais...

E esse superavit dependia de todos os que definem os destinos das temporadas vitorianas!

Desde logo, pela direcção. Júlio Mendes e os seus parceiros de direcção fizeram um trabalho meritório na reestruturação financeira do clube, mas, por uma razão ou por outra, parecem ser incapazes de desportivamente dar um passo em frente. Poder-me-ão retorquir que foi o único presidente do Vitória a lograr vencer um título da dimensão da Taça de Portugal, mas tal deveria ter sido o ponto de partida e nunca o ponto de chegada... (e esperemos que no próximo 29 de Maio, estas minhas palavras sejam contraditadas!)

Todavia, fruto das questões económicas e não obstante o discurso, que qualquer leitor mais curioso, poderá pesquisar no Youtube, na Gala do Aniversário do clube a aludir que o Vitória tinha de dar o passo em frente a nível desportivo, mais uma vez esse passo foi adiado.

Senão, atentemos: as vendas de Soares e de João Pedro condicionaram um hipotético terceiro lugar e uma participação na pré eliminatória da Champions League. Basta atentar ao que o brasileiro se encontra a fazer no Porto, já sendo denominado da melhor contratação na Europa do futebol em Janeiro, para perceber que Rafael Martins, sem ritmo competitivo e com características morfológicas diversas, teria vida difícil para o fazer esquecer.

E se não era preciso ser vidente para realizar tal profecia, Pedro Martins, depois de alguns jogos em que o brasileiro demonstrou não encaixar no sistema por si preconizado, olhou para dentro e lançou Marega na posição do brasileiro... Marega, esse, que apesar de ter menos jogo, em virtude de se encontrar emparedado entre os centrais leoninos, conseguiu regressar aos golos, demonstrando que para os próximos tempos com a venda do Tiquinho, o Vitória possui uma solução ofensiva a menos e que numa prova longa e de regularidade tal é relevante.

Quanto a João Pedro, surpreendentemente vendido para o futebol americano ( não, não foi para o NFL, se nos permitem a brincadeira), para os Los Angeles Galaxy, tal cessão levou ao aparecimento de Zungu.

O sul africano refira-se é mais um produto dos bons olheiros que o Vitória vai tendo pelo mundo. Depois de se terem descobertos atletas como Adama Traoré, Tyler Boyd, Jonathan Alvez, ou mais recentemente o lateral esquerdo Ghislain Konan, que fez um jogo brilhante no passado Domingo ao conseguir meter no bolso o talentoso Gélson, apareceu o sul africano Bongani Zungu. O médio é daqueles que não engana... tem bons pés, excelente posicionamento no terreno e capacidade de leitura  de jogo ao nível dos melhores. Porém, vem de um futebol cujo ritmo é substancialmente mais lento (o sul africano) e no pretérito ano esteve parado muitos meses fruto de uma lesão grave.

Assim, nada mais natural que o futebol do Vitória tivesse decaído e os resultados começassem a ser mais decepcionantes, pesando tais factos no afastamento pontual de um Sporting que, apesar de no início da época se ter anunciado como candidato ao ceptro nacional, em nada é superior ao Vitória. Com efeito, substituir um dos melhores pontas de lança do futebol português por um atleta, que apesar dos golos apontados quando actuou no Vitória FC e Moreirense está claramente desajustado no futebol gizado por Pedro Martins e substituir a raça e garra do jovem vimaranense João Pedro por um, na altura, fora de forma Zungu teria de levar a que a equipa se ressentisse...

Felizmente, parece que o mau tempo já passou...e Pedro Martins, que também poderia ter sido mais diligente em ter percebido a pérola que é João Miguel Silva, e em procurar outras soluções diversas de Rafael Martins, pode atacar o quarto lugar e o sonho de uma vitória no Jamor, tendo também a consciência que, na presente temporada, poderia ter-se ido mais além...

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