Janeiro...Problemas Resolvem-se Vencendo!


Antes de qualquer consideração, queria agradecer o gentil convite endereçado para escrever uma rubrica no RTreinador, uma página que fala de futebol como o mesmo deve ser discutido: analisando, questionando e problematizando.

Convite esse formulado, na minha condição de vitoriano e cujo facto justificará esta e futuras crónicas que redigirei.

Principio por escrever-vos, numa altura crítica da época vitoriana. A equipa, ainda que na passada Sexta-feira, não tenha realizado um jogo de "encher o olho", cumpriu os objectos  através de um pragmatismo excelso e ganhou confiança para enfrentar o Desportivo de Chaves, num desafio que poderá facilitar a prossecução de um dos grandes objectivos da época: o apuramento para a final da Taça de Portugal.

Mas, porém, referia-se que os últimos tempos não têm sido fáceis no Condado Vitoriano.

Desde logo, pelos resultados anteriores à vitória do último desafio, que sacudiu a pressão de quatro jogos sem vencer. A equipa, até ao último desafio, jogava bem, possuía caudal ofensivo (veja-se o caso do jogo com os Belenenses, em que nos quinze minutos iniciais, os branquinhos podiam ter resolvido a questão e acabaram a sofrer o empate), mas, por uma ou outra razão, não lograva atingir o golo para garantir a desejada tranquilidade.

A este facto, não poderá ser alheia a transferência da referência atacante, Soares, para o Futebol Clube do Porto. Abstendo-me de comentar a oportunidade da cessão dos direitos do jogador, apenas pretenderei acrescentar uns pequenos tópicos para futuro desenvolvimento:

1) O jogador foi vendido na altura devida?

2) Tal terá, de modo inelutável, comprometida a que o Vitória chegasse mais acima, desportivamente?

Honestamente, nem a direcção deverá saber a 100% as respostas a estas questões, pois no futebol qualquer negócio será uma carta em branco.

Efectivamente, os opositores à venda poderão referir que as épocas são programadas para durarem doze meses e não para em Janeiro se alterar a estrutura da equipa, vendendo. Contudo, os defensores de tal acto, responderão com aquele chavão de que "futebol é oportunidade" e ninguém saberá se em Julho, o abnegado brasileiro terá a cotação que teve na data em que partiu para a Invicta.

Porém, no que tange à segunda questão, neste momento, a resposta tende para uma preocupante asserção afirmativa. Com efeito, não obstante os responsáveis vitorianos terem-se preocupado em encontrar um substituto para o anterior aríete, a verdade é que Rafael Martins não tem sido um substituto à altura do seu antecessor.

E aí tem residido a explicação para a quebra de rendimento do Vitória. Na verdade, o agora jogador do Porto, é dotado de um jogo aéreo e de um poder de choque que permitia a Pedro Martins centrar o seu jogo em sobreposições laterais terminadas em cruzamentos do lateral/extremo para a área, ou em forma de plano B, e quando a equipa estivesse com dificuldades na primeira fase de construção pelo pressing adversário, bombear a bola para Soares, para este a discutir com o central opositor, segurando-a e permitindo à equipa espraiar-se pelo terreno e sair do sufoco em que estivesse submetida.

Ora, por razões morfológicas, o antigo avançado do Moreirense não tem capacidade para realizar tais tarefas. Por ser menos corpulento e de menor estatura não consegue dar à equipa o que o seu antecessor conseguia. E isso tem sido a grande dor de cabeça de Pedro Martins que tem procurado resolver o problema com uma maior aposta no jogo interior.

Tal aposta consubstanciada em dois médios defensivos a jogar lado a lado e concentrados especialmente na recuperação de bola (Célis e Zungu), ao contrário da dupla apresentada no início da Liga (Rafael Miranda e João Pedro) que tinha ordens de construção, principalmente através de distribuição para as alas, tem como intuito permitir a existência no onze de um playmaker capaz de dar terreno e jogo a Rafael Martins. Procura-se, assim, que este último faça o que sabe melhor: a desmarcação para o golo, através de movimentos de envolvência em jogo interior, tabelioas e apoios.

E aí tem ocorrido mais um problema para o técnico vitoriano. Bernard, que se esperava que relançasse a carreira no Castelo, não tem correspondido ao que se esperava dele e Hurtado, apesar de algumas exibições meritórias aliadas a alguns golos muito importantes, tem alternado esses momentos importantes com outros menos conseguidos, o que não se deseja num posto tão importante em campo.

E esses dilemas têm indiscutivelmente ensombrado a segunda parte da época vitoriana, ao qual se deve conjugar com o recalcitramenteo da bola em entrar nas redes adversárias, nos momentos em que a equipa consegue criar desequilíbrios e oportunidades... e o factor eficácia foi o mais importante que ocorreu no pretérito desafio!

É que todos os esquemas e modelos tácticos são justificáveis, vencendo... essas vitórias geram crença e confiança! E como ela vai ser importante, para começar a tratar dos carimbos para a viagem ao Jamor...

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