Chega de sofrer!! Categoria peso-pena feminina no UFC!





Durante essa semana assisti a um vídeo que realmente me deixou pensativa sobre a que ponto o corpo do atleta pode chegar por um objetivo.

Cristiane Cyborg, lutadora do UFC, brasileira, campeã da categoria peso-pena (até 66kg) no Invicta FC, participou de um documentário em que mostra sua perda de peso para a luta contra Leslie Smith no UFC 198, que aconteceu na cidade de Curitiba em maio desse ano.
Ao ver aquelas cenas eu cheguei a me sentir um pouco cruel em ser telespectadora daquela luta, pela qual tanto esperei e pela qual tanto vibrei.

As imagens do documentário (ao final do texto) mostram Cyborg e o imenso sofrimento em sua perda de peso para bater os combinados 63kg com os quais pesou para enfrentar Smith.
E assistindo a isso fiquei cá me questionando o porquê de o UFC relutar tanto em abrir a categoria da brasileira.

Existem as teorias de conspiração de que o UFC não faria isso simplesmente por saber da possibilidade de, aí sim, Cyborg se tornar indiscutivelmente a maior estrela feminina da organização, coisa que, segundo esses pensadores, não seria interessante por se tratar de uma brasileira.

Existem ainda as teorias de que categorias com mulheres maiores não seriam abertas pois, esteticamente, as mais magrinhas e menores seriam mais atrativas.

Existem também aqueles que defendem que a não abertura de nova categoria se dá devido ao fato de não existirem tantas mulheres acima de 66Kg para lutar.
Oi? Como é essa teoria aí que eu não entendi?

É claro que existem mulheres acima de 66kg, que terão que bater esse peso para lutar, e inclusive o Invicta FC é uma prova disso, assim como outras modalidades de luta como judô e jiu jitsu.

Pra mim a questão da não abertura de novas categorias femininas no UFC se deve exclusivamente ao fato de que somente agora estamos solidificando lutadoras e fazendo campeãs.
Abrindo novas categorias o evento estaria automaticamente dissolvendo as que já existem entre si, pois possivelmente algumas lutadoras subiriam de peso.

Então na minha teoria novas categorias ainda não foram abertas pois, quando assim o fizerem, muitas lutadoras mudarão de peso fazendo com o que hoje se encontra solidificando, passe a ser tudo novo de novo. Assim começaríamos categorias quase que do zero.

Palhas poderiam a vir serem moscas e certamente muitas do galo subiriam para pena, mudando drasticamente o que hoje tá lá, quietinho, arrumadinho, e mesmo tendo perdido a solidez da campeã Ronda, ainda se mantém dentro dos limites que o UFC delimita.
Novas categorias abririam leque, o que na minha visão é o que o UFC ‘ainda’ não quer.

E eu digo ainda, pois crescendo como está, obviamente hora a mais ou a menos o UFC deverá abrir novas categorias.
A mulherada anda se especializando, evoluindo e cada vez ficam mais profissionais. Isso dá visibilidade ao esporte e aumenta lucros, que é o que o UFC projeta.

Teremos em setembro, no dia 24, a edição do UFC em Brasília. Nessa edição teremos, assim como em algumas edições anteriores, um main event (luta principal) feminina.
Dessa vez a brasileira Cristiane Cyborg fará as honras da casa lutando contra a estreante Lina Lansberg.
E se na edição de Curitiba eu já achei que o UFC testou a visibilidade de Cyborg para entrar no evento, com esse main event eu passo a ter certeza que a criação da categoria peso-pena é algo que realmente deva fazer parte dos planos do Ultimate Fighting Championship em um breve futuro.